Educação História por Voltaire Schilling Século XX
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História - Século XX
SÉCULO XX

A Conferência de Yalta

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A Conferência de Yalta, ocorrida em fevereiro de 1945, a segunda rodada do encontro entre os três senhores do Mundo – Roosevelt, Churchill e Stalin – foi a mais famosa de todas as conferências da Segunda Guerra Mundial, pois nela deu-se a partilha do mundo entre os Três Grandes, nas vésperas da vitória final da Grande Aliança sobre as forças do Eixo. As decisões que foram tomadas naquela ocasião tiveram efeitos diretos e duradouros sobre povos e nações do mundo inteiro pelo meio século seguinte.

Encontro na Criméia

Os três grandes: Churchill, Roosevelt e Stalin
A península da Criméia no Mar Negro, ligada à Ucrânia pelo istmo de Perekop, lembra a crônica da ilha da Sicília. Várias vezes invadida e conquistada na história foi, por alguns séculos, território dos tártaros até que eles, em 1783, se submeteram aos russos vindos do norte. Quando o avião do primeiro-ministro britânico Winston Churchill pousou no aeroporto de Sebastopol, base aero-naval soviética na península, no começo de fevereiro de 1945, depois de uma demorada e cansativa viagem, por todos os lados viam-se as ruínas causadas pela invasão dos nazistas e pela recente evacuação deles.

A cidade fora submetida, entre junho e julho de 1942, a um implacável sítio pelo general Von Manstein, quando mais de 500 mil obuses desabaram sobre ela. Consideravam-na “a maior fortaleza do mundo” até que as resistências do general Petrov cederam e Sebastopol rendeu-se. A Criméia somente fora reconquistada pelo Exército Vermelho no verão de 1944, portanto, quanto o plenipotenciário britânico lá aterrissara, a pobre península estava tão esburacada quanto um queijo suíço.

Churchill odiou o trajeto percorrido de automóvel até Yalta, local escolhido para segunda cúpula dos “Três Grandes”, realizada entre os dias 7 e 11 de fevereiro de 1945. O lugarejo era uma antiga estação de veraneio da família do czar, situado bem no sul da península da Criméia e dotado de uma paisagem deslumbrante. O palácio local fora rapidamente adaptado para acolher os senhores do mundo: o presidente norte-americano Franklin Delano Roosevelt, o primeiro-ministro britânico Winston Churchill, e o generalíssimo soviético Joseph Stalin, a quem, naqueles tempos de amizade e confraternização guerreira, a imprensa americana tratava como “Oncle Joe”, o tio Joe.

Ali, envolvidos pelo silêncio e pelo clima de lazer, eles decidiriam o destino futuro das nações e de centenas de povos. Aqueles três estadistas sessentões controlavam um território descomunal. Incluindo-se o domínio da Grã-Bretanha sobre as suas 51 colônias espalhadas pelos mundo (mais de 23 milhões de km²), somadas ao território americano (9.372.614 km²) e ao soviético (22.402.000 km²), perfaziam um total superior a 55 milhões de km², habitados por 1/3 da população da Terra. Formavam um clube fechado no qual somente entravam, como exigia Stalin, “quem tivesse mais de cinco milhões de soldados”.

Boas notícias do fronte da guerra

O atentado contra Hitler, 20/07/1944
Até aquela altura tudo parecia andar no bom caminho entre os Três Grandes. As vitórias soviéticas ao longo do ano de 1944 tinham sido impressionantes. Uma enorme linha de combate, com bem mais de 2.700 quilômetros de extensão, que partia das águas geladas do Mar Branco, no norte da URSS, estendendo-se até as estepes quentes do sul da Ucrânia, agindo como se fora um implacável rolo compressor de tanques, aviões, canhões e tropas de infantaria russa, havia empurrado e parcialmente destruído com quase todas as divisões alemães e suas aliadas (italianas, croatas, romenas e húngaras), colocando-as em debandada para fora das fronteiras soviéticas.

No fronte ocidental, por sua vez, após a bem sucedida operação de desembarque aliado na Normandia no DIA-D, 6 de junho de 1944, quando a Muralha do Atlântico de Hitler foi violada com certa facilidade, tudo dera para correr bem. Os nazistas não resistiram à impressionante articulação de milhares de bocas de canhões dos 1.200 navios de guerra das marinhas anglo-saxãs com esquadrilhas de bombardeios de 3.500 aviões da USAF (United States Air Force) e da RAF (Royal Air Force), seguida pelo assalto as praias coordenado pelos generais Bradley, Montgomery e Dempsey, que despejaram 90 mil combatentes no litoral da França. E isso que eram apenas a vanguarda dos dois milhões de soldados, das mais diversas nacionalidades, que chegariam ao continente europeu nos meses seguintes, obedecendo ao comando supremo do general norte-americano Dwigth Eisenhower.

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