Educação História por Voltaire Schilling Século XX
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História - Século XX
SÉCULO XX

Encontro na Pérsia

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A Conferência de Teerã
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O ditador soviético escolheu a capital dos persas alegando que não podia afastar-se do fronte de guerra, visto que as decisões mais importantes dependiam sempre dele. Mas com a chegada do inverno na Rússia, as grande manobras foram suspensas, permitindo que ele embarcasse para um encontro de 4 dias. Os aliados ocidentais queriam saber o que ele pretendia fazer com a Polônia, rota natural a seguir para quem desejasse atingir Berlim e destruir o regime de Hitler. Stalin fez ver aos seus aliados que a URSS não permitiria em hipótese alguma a instalação de um regime hostil ao comunismo, pois fora do território polonês que Hitler desencadeara a terrível invasão de 1941. Acenou com a possibilidade de dar aos poloneses, depois da guerra vencida, parte do território da Prússia Oriental desde que os aliados aceitassem ele abocanhar um pedaço da Polônia do leste.

Os “Três Grandes”, como passaram a ser chamados pela imprensa, comprometeram-se também a ajudar, em armas e instrutores, a guerrilha iugoslava (na época dividida entre os partisans de Tito, um comunista, e os cetniks comandados pelo coronel monarquista Draza Mihailovic), que conseguira o feito de imobilizar nos Balcãs mais de 200 mil soldados alemães.

Stalin aceitou o princípio defendido por Roosevelt da “ rendição incondicional”, isto é, os alemães teriam que depor as armas sem poder fazer qualquer tipo de exigência e os três aliados se comprometiam a não fazer qualquer tipo de acordo ou paz em separado com Hitler, ou com um seu possível sucessor.

O presidente americano e o primeiro-ministro britânico se comprometeram a abrir um segundo fronte em maio do ano seguinte, promessa que era música para os ouvidos de Stalin, desejoso que o ônus da guerra fosse eqüitativamente dividido entre russos, americanos e britânicos (o generalíssimo enfatizou que eram os soviéticos quem enfrentavam 75% das divisões alemãs. Eram as melhores, as mais equipadas e as mais combativas).

Pensando no após-guerra

A destruição de Hamburgo pela RAF, verão de 1943
A cúpula da Teerã igualmente serviu para que Roosevelt expusesse os seus planos para a após-guerra. Imaginou, retomando o ideário do presidente Woodrow Wilson, a fundação de uma instituição internacional que substituísse a malfadada Liga das Nações (que viria a ser a ONU), “baseada no principio de igual soberania entre todas as nações pacíficas”. Instituição que seria a responsável, num mundo democratizado, pela garantia da paz e da segurança dos povos da Terra.

Seria um grande areópago de Quatro ou Cinco potências (EUA-GB-URSS- França ou China), com assentos permanentes num Conselho de Segurança, frente a uma Assembléia Geral aberta a todos. Aquele clube dos grandes do mundo, que a imprensa mais tarde chamou de as “quatro polícias” teria o papel de supervisionar os conselhos regionais, um para cada continente, para impor um clima de ordem e tranqüilidade no planeta inteiro.

Esboço da Instituição Internacional


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