Servindo aos poderosos
Verifica-se, ao fazer-se um levantamento dos grandes pensadores do passado, que as alianças deles sempre se fizeram com o alto, para os cimos, com o poder. Platão aproximou-se do tirano Dioniso de Siracusa; Aristóteles de Alexandre, o Grande, o príncipe da Macedônia; Virgílio era o bardo do imperador Augusto; Maquiavel esperançava-se com Lourenço de Médici; Voltaire com Frederico da Prússia, e assim por diante. Eles, como observou Werner Jaeger, "aspiravam não o aperfeiçoamento do homem mas o poder", sempre dispostos a soprar no ouvido do príncipe, não depositando esperanças redentoras da parte da gente comum.
Incitando à rebelião
Karl Marx, ao contrário, como se fosse um daqueles antigos profetas irados, desde o princípio da sua atividade jornalista e política aproximou-se da causas populares, incitando os que tivessem sede e fome de justiça a se unirem, a se organizarem e a reivindicarem. Que não aguardassem o Messias. Para ele eram proletários - as massas arregimentadas pela indústria -, os novos Prometeus. Somente eles, afirmou, por dominarem a nova tecnologia fabril, poderiam construir um mundo melhor. Os intelectuais socialistas ou comunistas,
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Era na fábrica onde se forjava o futuro
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os intelectuais e os escritores, não poderiam pois serem os anunciadores da paz, conformando os operários com a pobreza, mas sim, aliados a eles,
Seit an Seit, "lado a lado" como ocorrera na Revolução de 1848, lutando pela emancipação da humanidade inteira.
Apagando o incêndio
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Batalha de rua (Revolução de 1848)
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Passados mais de cento e cinqüenta anos do "Manifesto", aqui e ali ainda existem algumas brasas do incêndio provocado por Marx, enquanto muitos tentam contornar o enorme constrangimento em que Karl Marx colocou a inteligência ocidental quando conclamou-a para a difícil tarefa de aliar-se com as massas.
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