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Lenin e a doença infantil do esquerdismo
Em 1920, ainda recuperando-se dos ferimentos sofridos pelo atentado a tiros de 1918, Lenin escreveu um panfleto em que condenou a extrema esquerda européia pelo seu radicalismo, por seu excesso de "purismo". Naquela ocasião, definiu o "esquerdismo" deles como uma "doença infantil do comunismo", jogo de palavras que desde então tem sido invocado contra os mais radicais e extremistas.
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V.I.Lenin (1871-1924)
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"Rechaçar os compromisso 'por princípio', negar a legitimidade a todo compromisso em geral, qualquer que ele seja, constitui uma puerilidade que inclusive é difícil de tomar-se a sério. V.I.Lenin - Esquerdismo, doença infantil do comunismo, abril-maio de 1920. As notícias que vinham do Ocidente eram todas ruins, péssimas. A insurreição dos espartaquistas de Rosa Luxemburgo e Karl Liebknecht em Berlim, a de Kurt Eisner em Munique, e a de Bella Kun em Budapeste, entre 1918-19, levantes urbanos inspirados no sucesso dos bolcheviques na Rússia, haviam fracassado em toda a linha. A aventura do Exército Vermelho de contra-atacar e subverter a Polônia iria desastrar-se em seguida. As tropas comunistas russas, missionadas em levar a revolução para os lados de Varsóvia, seriam detidas pelo marechal Pilsudski, "no milagre do Vístula", em 16 de agosto de 1920. Lenin viu-se então obrigado a refazer suas teses de uma revolução comunista internacional que, acreditara ele, seguiria às pegadas da Grande Guerra de 1914-18. O sonho de uma sublevação mundial do proletariado promovida por Moscou esvaia-se.
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