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POLÍTICA

Os comunistas isolados do mundo

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» Lenin e a doença do esquerdismo
» Os comunistas isolados do mundo
 
No ano de 1920, Lenin teve que aceitar o fato que o seu governo estava isolado do mundo. Um "cordão sanitário", expressão do presidente francês Clemenceau, passava ao redor das fronteiras da União Soviética, excluindo-a do convívio entre as nações. Somente a fome generalizada e o tifo faziam companhia aos russos. Um tempo antes, enfrentando as críticas da "direita" socialista, Lenin polemizara violentamente com os teóricos da social-democracia alemã, especialmente com Karl Kautsky que ficara horrorizado com os métodos tirânicos dos bolcheviques, com as prisões em massa, os fuzilamentos, as deportações e expropriações de toda ordem, denunciado-os no seu "Terrorismo e Comunismo", de maio de 1919.

Desta feita a crítica do líder dos bolcheviques voltar-se contra a ultra-esquerda. Desde que Lenin havia formado uma facção própria, desligando-se do Partido social-democrata russo, em 1903, ele, já naquela época um ditador do seu partido, não aceitava qualquer tipo de aliança ou coligação com outras organizações políticas socialistas. Quem não se submetesse a liderança dele que fosse em frente, porque os bolcheviques eram os "puritanos" da revolução. Lenin, então, movia-se como uma espécie de sumo-sacerdote zelando para que eles não se contaminassem por táticas de ocasião e políticas oportunistas.

Um Maquiavel do marxismo

Eis que o panfleto dele "Esquerdismo, doença infantil do comunismo" (publicado em Petrogrado em abril-maio de 1920), foi um desmentido de tudo o que ele fizera antes de chegar ao poder em 25 de outubro de 1917. Os camaradas ocidentais, alemães, holandeses, franceses e ingleses, deviam deixar de ser uma "oposição de princípios" e fazer alianças sim. Que aceitassem compromissos e fizessem pactos, entrando nas associações e nos sindicatos, ainda que "reacionários" ("pelegos"), e participando das eleições para os parlamentos "burgueses".

Como se fora um Maquiavel marxista, Lenin assegurou-lhes que não dava para "preparar uma receita ou regra geral", e qualquer meio, legal ou ilegal, para chegar ao socialismo ou à revolução, era válido e quem assim não pensasse, além de ser um "insensato", sofria de "esquerdismo", típica "doença infantil" dos comunistas.

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