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"Que me permitam pelo menos dizer que, se não deixarem ao Congresso o livre exercício da suas prerrogativas de que está incontestavelmente revestido pela Constituição, tudo, sem tardança, cairá na confusão e na desordem."

G.Washington, 1783

Washington: nem rei nem tirano

O papel do indivíduo

reprodução
Washington, o primeiro presidente
Os grandes sistemas filosóficos do século 19 trataram de banir ou diminuir o papel do indivíduo na História. Essa, segundo aqueles, movia-se por forças extraordinárias, fossem espirituais (Espírito Absoluto de Hegel) ou materiais (Os Modos de Produção, de Marx), que tornavam a ação ou a vontade humana pouco significativas, senão irrisórias. Foi contra isso que Thomas Carlyle reagiu. Caiu no exagero, entretanto. Para ele, ao contrário, tudo era determinado pela personalidade invulgar, pelo herói, por um super-homem que moldava os fatos à sua vontade e gosto.

Talvez nunca possamos chegar a um acordo sobre isso. Sempre restará uma dúvida sobre a real influência do Grande Homem sobre os acontecimentos da sua época. Até quando seu gesto foi resultado de uma vontade consciente, estabelecida pela mais firme convicção, ou ditado pela força dos acontecimentos? O caso do general George Washington, o primeiro presidente dos Estados Unidos da América, passado há mais de duzentos anos, é exemplar para esse tipo de reflexão. O que teria acontecido às recém-fundadas instituições norte-americanas, se George Washington, o vitorioso líder do Exército Continental, tivesse aceitado as tentadoras ofertas de alguns dos seus pares para que se tornasse um rei, ou mesmo um tirano?

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