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MUNDO

II Guerra Mundial - A ofensiva final sobre Berlim

Leia mais
II Guerra Mundial
» Introdução
» Causas econômicas
» Acordo de Munique
» A queda da França
» O isolamento da Inglaterra
» A resistência russa
» A batalha de Stalingrado
» A derrota do eixo
» A Invasão da Normandia
» A ofensiva final sobre Berlim
 
O ano de 1944 continuou auspicioso para os soviéticos. Sua ofensiva de verão liquidou com 25 divisões alemãs na região de Minsk. Em agosto aproximam-se de Varsóvia. Neste momento ocorreu mais um dos terríveis martírios do povo polonês. Acreditamos que a proximidade das tropas soviéticas os socorresse, os partisans poloneses tentaram um levante na Capital que redundou num fracasso.

As represálias nazistas foram violentas, mais de 300 mil pereceram. Em outubro de 1944, as tropas soviéticas invadem pela primeira vez o solo alemão - a Prússia Oriental é conquistada. Durante o inverno de 1944/45 os russos preparam sua ofensiva sobre a capital do Reich. 2 milhões e meio de soldados, 6.250 blindados e 7.500 aviões são concentrados para o assalto final. Em 16 de abril o exército Vermelho, sob o comando do Gen. Zucov, (tendo em seu apoio o Gen. Konev) dá a salva inicial que culminará com a rendição de Berlim. Hitler, havia ordenado a mobilização geral da população, convocando todos os homens aptos entre os 16 e 60 anos, organizados em milícias populares (Deutscher Volksturn).

A indústria alemã, apesar dos constantes bombardeios aliados, continuava produzindo em larga escala; o que lhe faltou foi combustível e homens qualificados para utilizar o material bélico. Todos concordam que a resistência alemã foi muito mais significativa contra os russos do que contra os aliados ocidentais. As rivalidades ideológicas e o terrível massacre dos civis no Fronte Oriental, fizeram com que temessem represálias por parte dos soviéticos.

Nos fins de abril, mesmo com os inauditos esforços do Gen. Henrici, os russos penetram na periferia de Berlim. Hitler escreve seu testamento político, ao mesmo tempo que nomeia o Almirante Doenitz Presidente do Reich e indica Goebbels como seu Chanceler. No dia 30 de abril comete suicídio, acompanhado por sua mulher Eva Braun e por Goebbels e família. A primeira capitulação se dá em 7 de maio em Reims, no Quartel General de Eisenhower pelo Gen. Jodl. No dia seguinte, o Mal. Zucov aceita a rendição alemã feita pelo Marechal-de-Campo Keitel. A guerra na Europa tinha finalmente chegado a seu fim após mil e setecentos dias de matanças inauditas na história da humanidade.

Notas 1943/45

  • A Blitzkrieg funda-se na necessidade de uma ofensiva rápida que surpreenderá no próprio local o adversário com forças superiores, em seu ponto mais fraco, impedindo-o em seguida, de estabilizar sua frente. É pela surpresa que é preciso atacá-lo, rápida e fortemente a fim de aniquilá-lo. Convém, então aproveitar ao máximo os transportes motorizados que, cinco vezes mais rápidos que os antigos, permitem uma grande flexibilidade de manobra e a pronta concentração de forças sobre o centro de gravidade, isto é, dispor de uma superioridade esmagadora sobre uma frente estreita, no ponto decisivo, aí efetuar uma penetração, ampliá-la e investir para o interior, antes que o adversário tenha tempo de reagir. Seu principal teórico foi Heinz Guderiam que a expôs num artigo em 1929 cujo título era Achtung Panzer! (Vide M. Crouzet - a Época Contemporânea in História Geral das Civilizações, vol. Nº 16, pág. 25).

  • A política dos campos de concentração e da prática do genocídio foi inspirada nas leituras feitas por Hitler sobre a política colonial inglesa e nos sistemas de "reservas" adotado pelos americanos para guardar e exterminar pela fome e pelo combate desigual as índios que não se submetiam ao cativeiro. (Vide John Toland - A. Hitler, vol. II, pág. 852).

  • Sobre a resistência soviética: "... a nossa política obrigou os bolchevistas e os nacionalistas russos a se unirem, numa frente comum contra nós. Os russos estão, hoje em dia, se batendo com uma coragem e um sacrifício pessoal extraordinários por um objetivo que não é nem mais nem menos do que o reconhecimento da dignidade humana". (Memorando de O. Bräutigan a Hitler).

  • A teoria do "espaço vital" já havia sido esboçada no século XIX, quem a popularizou foi Arthur Moeller van der Bruck: considerado como o profeta do IIIº Reich, que deveu sua fama justamente à obra DAS DRITTE REICH, aparecida em 1923. Voltando a tomar temas comuns da polêmica nacionalista (a condenação de um povo de sessenta milhões de homens constrangido num espaço insuficiente) e a criticar os socialistas, associando-os ao judaísmo, propunha a formação de um terceiro partido entre o progresso e a reação, "o partido de todos os alemães que desejam defender a Alemanha por amor ao povo alemão".

    Dados

    Comparação Entre a Primeira
    e a Segunda Guerra Mundial

    1914/181939/45
    Estados em guerra
    nº de mobilizados
    nº de mortos
    nº de mutilados
    gastos militares (diretos)
    33
    74 milhões
    10 milhões
    20 milhões
    208 bilhões
    72
    110 milhões
    50 milhões
    28 milhões
    935 bilhões(*)
    (*) de dólares
    Fonte: Deborin, pág. 399

    Gastos de Guerra (*)

    E.U.A.
    Inglaterra
    Alemanha
    URSS
    Japão
    21%
    20%
    18%
    13%
    4%
    (*) Existem várias estimativas sobre os gastos totais da guerra: DEBORIN indica 935 bilhões de dólares (indiretos); KINDER, H. & HILGEMANN indicam 1 trilhão e meio; a American University, 1 trilhão e 384 bilhões de dólares.

    Efeitos da Crise 1929/30 sobre
    a economia mundial

    19291932% negativo
    Ferro bruto
    Aço
    Petróleo
    Carvão
    98.5
    120.4
    206.3
    1.325.6
    39.7
    50.4
    180.3 (*)
    948.4
    59,7
    58,2
    12,7
    28,5
    (*) A queda da produção petrolífera foi menor do que outras fontes de energia devido ao fato de a economia nesta época não depender deste produto como a de hoje.
    Fonte: KINDER, H. & HILGEMANN - Atlas Mundial Histórico, vol. II, pág. 202.

    Efeitos da recessão mundial
    sobre a economia alemã

    1929 1930 1931 1932 1933
    Falências
    (em milhões de marcos)
    18.2 22.7 27.9 20.3 9.5
    Desemprego
    (milhões de trabalhadores)
    2.850 3.218 4.887 6.042 6.014
    Fonte: KINDER, H. & HILGEMANN - Atlas Mundial Histórico, vol. II, pág. 202.

    Bombardeios Aéreos

    Sobre a InglaterraSobre o IIIº Reich
    1940
    1941
    1942
    1943
    1944
    1945
    36.844
    21.858
    3.260
    2.298
    9.151(*)
    761
    1940
    1941
    1942
    1943
    1944
    1945
    10.000
    30.000
    40.000
    120.000
    650.000
    500.000
    Total 74.172 Total 1.350.000
    (*) O aumento da tonelagem de bombas lançadas sobre a Inglaterra em 1944 deve-se ao desenvolvimento das bombas V-1 e V-2, autopropulsadas do litoral da França.

    Baixas na Segunda Guerra Mundial
    apenas na Europa

    País Militares Civis Total
    França
    Inglaterra
    E.U.A.
    URSS
    Polônia
    Iugoslávia
    Alemanha
    Itália
    350
    326
    300
    6.500
    -
    -
    3.500
    330
    350
    62
    -
    10.000
    5.000
    1.000
    700
    80
    600
    388
    300
    16.500(*)
    5.000
    1.000
    4.200
    410
    (*) As baixas da URSS apresentam variações: ELLENSTEIN apresenta 25 milhões e meio, WERTH, Alexandre calcula em 20 milhões; as autoridades soviéticas computam geralmente apenas as baixas militares entre 6 e 7 milhões de mortos.
    Fonte: PARKER, R. A. C. Europa no Século XX, pág. 404.

    Vítimas do Genocídio

    Morreram pelo gás, pela fome e pelos trabalhos forçados um número aproximado de dez a doze milhões de pessoas. Os grupos étnicos massacrados foram: os judeus (de 4,5 a 6 milhões), eslavos (de 2 a 3,5 milhões), ciganos (nº não avaliado) e outros.

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