Estados Unidos
Entre o Sangue e o Leite
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Theodor Roosevelt era pela política de potência
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Nos primeiros decênios do século XX, dois presidentes norte-americanos que governaram o país entre 1901 a 1920, Theodor Roosevelt e Woodrow Wilson, estabeleceram as duas principais linhas de atuação seguidas nas relações internacionais dos Estados Unidos ao longo do século. Opostas entre si, uma delas, a de Theodor Roosevelt, tido como o estadista-guerreiro, inclina-se pelo sangue, a outra, a de Woodrow Wilson, um suposto sacerdote-profeta, imagina-se estar mais próxima da suavidade do leite.
O machão e o mestre-escola
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"Se eu devo escolher entre uma política de sangue e fogo, e outra de água e leite..Que seja! Preferirei a política de sangue e fogo. Não somente ela será melhor para a nação mas, ao largo, para o mundo todo."
Theodor Roosevelt, em carta a um amigo, 1914
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W.Wilson, o mestre-escola que fundou a política externa americana
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Vindo ao mundo magricela e tremendamente míope, Theodor Roosevelt desde garoto tratou de reforçar-se. Adulto, tornou-se caçador, caubói, e excepcional cavaleiro, ao ponto de na Guerra Hispano-americana de 1898 comandar um regimento próprio. Uma cavalgada que lhe garantiu, pela bravura demonstrada, dois mandatos na Casa Branca (1901-1910). Obviamente que um homem assim, um machão hemingwayniano, só poderia ter o mais profundo desprezo pelo professor Woodrow Wilson. Ao tempo em que num artigo entendia ser a Hopi Snake Dance, a dança da cobra dos indígenas americanos, " uma forma elevada de arte", Roosevelt considerou Wilson um reles " mestre-escola em política", quando o novo mandatário expôs no discurso sobre a situação da nação em 1913, as principais linhas da política externa dos Estados Unidos.
Uma nova política externa
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W. Wilson, a democracia é superior
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Nada de uso da força prometeu ele , pois era algo que repugnava a um intelectual e ex-presidente de Princeton como Woodrow Wilson. Exatamente o contrário do que Roosevelt entendia ser a conseqüência natural do poder. Afinal não fora por nada que o nome dele, de Roosevelt, associou-se intimamente com a chamada prática do Big stik ("fale baixo, mas leve sempre um porrete junto"). Para ele os Estados Unidos deviam participar ativamente no conluio das grandes potências, agir como elas agiam, recorrendo ao jogo bruto quando necessário, exibindo seus músculos frente ao mundo. Wilson, crente na excepção dos Estados Unidos, pregou uma outra visão das relações internacionais, terminando por tornar-se, assegurou Henry Kissinger, no verdadeiro mentor do pensamento norte-americano. A América não devia imitar as práticas européias porque os Estados Unidos eram algo diferente, único no mundo, eram o farol do mundo que iluminava os caminhos a liberdade para todos. Não ficava bem para os governantes do novo continente, habitado por um povo de cara limpa, repetir as arcaicas políticas opressivas e belicosas dos estados europeus. Além disso, a democracia enraizara-se no coração dos americanos, fazendo deles cidadãos superiores, amantes da paz e não das guerras. Portanto, à doutrina européia do equilíbrio de poder, ele propôs a da comunidade de poder.
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Equilíbrio de Poder
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Comunidade de Poder
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Várias potências formam blocos rivais entre si, tentado manter a equivalência militar e econômica para evitar guerras entre elas, atraindo e subordinando as nações menores para o conserto geral visando a paz.
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Nações do mundo inteiro, com poder decisório equivalente, organizam-se numa instituição internacional, a Liga das Nações, para arbitrar os conflitos e as divergências mais graves afim de assegurar a paz mundial.
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