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I Guerra Mundial - A guerra no fronte oriental

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I Guerra Mundial
» A eclosão da guerra
» A guerra de trincheiras
» Grupo sobrevivente
» Desgaste e o bloqueio naval
» A guerra no fronte oriental
» "14 Pontos do Presidente Wilson"
» Apêndice
 
Aproveitando-se da intenção dos alemães em atacarem o Ocidente, os russos, antes que a mobilização total estivesse completada, iniciaram uma poderosa ofensiva sobre a Prússia Oriental. Depois de obterem uma vitória em Gubinnen penetraram na direção dos Lagos Masurianos e da cidade de Tannemberg. A rapidez da ofensiva, obrigou os alemães a retiraram tropas do fronte francês e rapidamente recambiá-las para a Prússia.

Refeitos do impacto das primeiras derrotas, os alemães sob comando de . Hindemburg e de seu chefe do Estado-Maior luddendorf passaram para a contra-ofensiva. O IIº Exército Russo sob comando do Gen. Samsonov, foi cercado e batido em TANNEMBERG e o Iº Exército Russo, liderado pelo Gen. Rennenkapf foi destroçado na BATALHA DOS LAGOS MASURIANOS.

A oportunidade da Rússia vencer a guerra no Oriente foi definitivamente perdida. No ano seguinte, em 1915, os exércitos austro-alemães ocupam a Polônia Ocidental e Varsóvia cai em 5 de agosto. As sucessivas e desastrosas derrotas do Exército russo terminam por levar o Czar Nicolau II a assumir o comando geral do Exército. Mas a crise era muito mais ampla do que a simples troca de comandos ineficientes ou incompetentes, era toda a estrutura político-administrativa e industrial do país que começou a ruir.

Num esforço inaudito, os russos tentam uma grande ofensiva na região da Galicia - a OFENSIVA BRUSILOV - na qual depositam imensas confianças. Depois de destroçar alguns exércitos austríacos a ofensiva emperra. Não havia apoio logístico, nem reservas para explorar as vantagens iniciais. O fracasso de Brusilov dá início a uma corrosiva desmoralização dos soldados russos. Em 1917, os austro-alemães empurram vigorosamente o Exército russo para suas fronteiras naturais.

Os Estados bálticos caem sob seu controle, colocando a capital do país, Petrogrado, ao alcance das tropas alemãs. Em março de 1917, depois de grandes manifestações de massa acompanhadas de ondas de greve, o regime de Nicolau II é deposto. O Governo Provisório, liderado por Kerenski ainda tenta infrutíferas investidas contra os alemães, até ser finalmente deposto pelo golpe de estado bolchevique.

A Rússia retira-se da guerra pelo TRATADO DE BREST-LITOVSK, onde Lenin faz enormes concessões territoriais (3 de março de 1918). Os alemães no entanto, não podem mais tirar proveito de suas tropas que combateram no Oriente. Mesmo com sua transferência maciça para o fronte Ocidental, teriam agora que se defrontar com as recém-chegadas tropas americanas cujas reservas humanas eram infindáveis.

As frentes secundárias

Itália e Balcãs: inicialmente comprometida em lutar com o aliado das Potências Centrais, a Itália adota uma posição neutra. Sabe-se no entanto, que havia assinado um acordo secreto com a Inglaterra para poder preservar seu império colonial. Em maio de 1915, os italianos resolvem declarar guerra a seus antigos aliados. Os exércitos italianos realizam sua ofensiva no fronte Nordeste, onde combatem os austríacos na região do rio Isonzo. De junho de 1915 a setembro de 1916 travam onze batalhas e avançam apenas 11 quilômetros com perdas terríveis. Em outubro de 1917, os Impérios Centrais numa operação conjugada derrotam os italianos na BATALHA DE CAPORETTO, que se tornou o maior desastre militar da Itália. Quatrocentos mil soldados abandonam suas posições e 250 mil rendem-se para os alemães e os austríacos, obrigando os italianos a fortificarem-se no rio Piave. No ano de 1918, retomarão a ofensiva recuperando parte do território perdido. A Sérvia, que havia resistido as primeiras ofensivas dos austríacos no segundo semestre de 1914, termina por ocupada pelos alemães e búlgaros no ano seguinte. A derrota da Sérvia, provocou o êxodo da população pelas montanhas da Albânia, sob terrível temperatura. Os poucos sobreviventes foram recolhidos pela esquerda inglesa e transportados para a Grécia.

Turquia e Oriente Médio: os aliados ocidentais preparam um desembarque de tropas na península de Galípoli, em 25 de abril de 1915. Seu objetivo era a ocupação dos estreitos turcos (Bósforo e Darnelos) assim como enfraquecer o flanco das Potências Centrais num ataque indireto. Os turcos depois de uma obstinada resistência fazem com que as forças anglo-francesas sejam obrigadas a retirar-se (9 de janeiro de 1916). No Oriente Médio, dominado parcialmente pelos otomanos, a situação se deteriora. Os ingleses estimulam levantes árabes. Destaca-se nesse papel o oficial Lawrence da Arábia. As guerrilhas árabes terminam por enfraquecer as posições turcas na região da Palestina e Cisjordância, facilitando a ofensiva britânica do Gen. Allenby, que ocupa Jerusalém e Damasco. Na Mesopotamia, depois do desastre inglês de Kutel-Amara, retornam a ofensiva e Bagda é ocupada em março de 1917. No após guerra a região é partilhada entre Franceses (Líbano e Síria) e Ingleses (Palestina, Jordânia e Iraque).

O fim da guerra

A Revolução de março de 1917, foi o sinal de alerta para as classes dirigentes européias apressarem o término da matança. Neste mesmo ano eclodiram vários motins no exército francês seno sufocados pelo Gen. Petain. Na Alemanha eclodem motins na esquadra em Kiel. O recrudescimento dos protestos e greves contra os regimes vigentes poderiam evoluir rapidamente para a Revolução. O desejo de uma paz imediata contaminou a todos.

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