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I Guerra Mundial - A guerra de desgaste e o bloqueio naval
No ano de 1915, os franceses (na Champanha) e os ingleses (em Ypres) tentam inutilmente romper as linhas alemãs. A guerra havia chegado a um impasse, pois ambos os lados eram suficientemente fortes para não serem derrotados. Devido as características da guerra de trincheiras, o elemento tático que um ataque de surpresa proporciona, tornou-se inoperante. A necessidade de concentrar fogo de artilharia durante dias inteiros para poder abalar as primeiras linhas do inimigo, alertava este da iminência do ataque. Deslocava então suas forças para a região ameaçada e terminava por deter a ofensiva. No primeiro semestre de 1916 (21 de fevereiro/21 de julho) foi a vez dos alemães tentarem romper com as fortificações francesas em torno de Verdun. Comandados por Falkenhayn, lançaram-se com uma cobertura menor de artilharia que a usualmente utilizada. Os franceses conseguiram deter o poderoso ataque. Em pouco mais de cinco meses, os alemães tiveram baixas de 336 mil soldados enquanto seus inimigos, 362 mil. Foi a mais sangrenta batalha da Primeira Guerra Mundial, tornando célebre a determinação da infantaria gaulesa - "NE PASSERON PAS"; eles não passarão!
Os aliados, depois do fracasso alemão em Verdun, tentam por sua vez afasta-los de suas posições na região do Somme. De 24 de junho a 26 de novembro de 1916, os anglo-franceses tentam romper as linhas alemãs e um novo fracasso se repete, com perdas assombrosas.
| Batalha de Verdun -
Fev/Ago de 1916 |
| Perdas francesas |
Mês |
Perdas alemãs |
| 24.000 |
Fev |
25.363 |
| 65.000 |
Mar |
56.244 |
| 42.000 |
Abr |
38.299 |
| 59.000 |
Mai |
54.309 |
| 67.000 |
Jun |
51.567 |
| 31.000 |
Jul |
25.969 |
| 27.000 |
Ago |
30.572 |
| 315.000 |
TOTAL |
282.323 |
| Batalha do Somme -
Jul/Nov de 1916
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| Perdas aliados |
Mês |
Perdas alemãs |
| 208.645 |
Jul |
103.000 |
| 76.891 |
Ago |
68.000 |
| 175.460 |
Set |
140.000 |
| 95.348 |
Out |
78.500 |
| 59.913 |
Nov |
45.000 |
| 623.907 |
TOTAL |
500.000 |
Fonte: Alistair Horne; Verdun e Sommer, In Hist do Sec 20
Dada a impossibilidade de dobrar o inimigo por batalhas terrestres, os ingleses trataram de bloquear as ligações marítimas dos alemães. Esses, decretam então a guerra submarina. Em maio de 1915, afundam o transatlântico "Lusitânia" onde perecem 120 cidadãos americanos, fazendo com que a opinião pública nos Estados Unidos se volte contra a Alemanha. No ano de 1916, intensificam a guerra comercial ordenando o afundamento sumário inclusive de navios neutros que se aproximem do litoral britânico. Essa medida terminará por levar o Presidente W. Wilson a declarar guerra à Alemanha em 6 de abril de 1917, e à Austria-Hungria em 7 de dezembro do mesmo ano.
| Perdas da Marinha Mercante Inglesa (Tons)
|
| 1914 |
1915 |
1916 |
1917 |
1918 |
Total |
| 241.201 |
855.721 |
1.237.634 |
3.729.785 |
1.694.749 |
7.759.090 |
Fonte: Cap. S. W. Roskill, in História do Séc. XX (número 30).
| Perdas da marinha mercante
- Potências aliadas e neutras |
| Grã-Bretanha |
7.756.659 |
| Noruega |
1.177.001 |
| França |
888.783 |
| Itália |
846.333 |
| E.U.A. |
394.658 |
| Outros países |
1.680.240 |
| Perdas Totais |
12.743.674 |
| Perdas da marinha mercante
- Potências centrais |
| Alemanha |
187.340 |
| Turquia |
61.470 |
| Austria-Hungria |
15.166 |
| Perdas Totais |
263.976 |
Fonte: Cap. S. W. Roskill in História do séc XX (número 30).
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