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A Mensagem de Guerra de Roosevelt

No dia nove de dezembro de 1941, o presidente Roosevelt dirigiu-se à nação por meio de uma mensagem de guerra, dando-lhe um cunho memorável:


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F. D. Roosevelt

"O verdadeiro objetivo que buscamos situa-se acima e além do feio campo de batalha. Quando recorremos à força, como o fazemos agora, estamos resolvidos a que essa força seja dirigida para o bem último assim como contra o mal imediato. Nós, americanos, não somos destruidores - somos construtores. Estamos agora em meio de uma guerra, não de conquista, não de vingança, mas por um mundo no qual esta nação e tudo quanto esta nação representa, seja preservado para os nossos filhos. Esperamos eliminar o perigo do Japão, mas isto de pouco nos servirá se, conseguindo-o, verificarmos que o resto do mundo está dominado por Hitler e Mussolini. Vamos vencer esta guerra e vamos conquistar a paz que se seguirá. E nas horas escuras deste dia - e através dos dias negros que talvez ainda venham - saberemos que a vasta maioria dos membros da raça humana está do nosso lado. Muitos deles estão lutando conosco. Todos eles estão orando por nós. Pois, representando nossa causa, representaremos também a deles - nossa esperança e sua esperança pela liberdade sob Deus."

As Vantagens Temporárias


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O vôo do coronel Doolittle sobre o Japão em 18 de abril 1942

No tocante às vantagens militares que o Japão obteve, elas foram evidentes: num só golpe o almirante Yamamoto pôs fora de combate toda a esquadra americana do Pacífico, fazendo com que, por um bom período, o grande oceano se tornasse um lago japonês. O tempo ganho até que os Estados Unidos se recuperassem, permitiu que as forças imperiais montassem um complexo sistema de defesa espalhado pelas ilhas do Pacífico. Os resultados políticos porém foram desastrosos. Os americanos uniram-se em torno do governo Roosevelt e, sedentos de vingança, mobilizaram os seus imensos recursos materiais e tecnológicos para massacrar o Japão, culminando com o lançamento de duas bombas atômica no fim da guerra, sobre as cidades de Hiroxima e Nagasaki (seis e nove de agosto de 1945). Menos de quatro anos depois de transcorrido o Dia da Infâmia, como Roosevelt batizou aquela data aziaga de sete de dezembro de 1941, o Império do Sol Nascente desaparecera do mapa e grande parte do orgulhoso arquipélago nipônico reduzira-se a um monte de escombros com milhares de sobreviventes meio mortos de fome em meio a eles, sendo obrigado a aceitar uma rendição incondicional em agosto de 1945. Apenas lhes permitiram manter o imperador Hiroito como um símbolo falível da grandeza perdida. Na verdade a vitória em Pearl Harbor revelou-se efêmera, senão inútil.

Bibliografia

  • Calvocoressi, Peter - Wint, Guy - Total War (Penguin Books, Londres, 1981)
  • Liddell Hart - History of the Second World War (Pan Books, Londres, 1970)
  • Morison, S.E. e Commager, H.S. - História dos Estados Unidos da América (Melhoramentos, SP, s/d. 3 vols.)
  • Pearl Harbor, tora, tora, tora (Rennes, RJ, 1974)


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    O Oceano Pacífico, o grande teatro da guerra nipo-americana

    Leia mais:
    » II Guerra Mundial
    » Pearl Harbor: atravessando a Ponte da Serpente
    » Do Dia-D ao Fim da Guerra: 1944-45

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