O Significado do Código
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Bandeira de guerra do Japão
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A invocação da montanha tinha um duplo sentido. Não era apenas um código ordenando que o ataque a Pearl Harbor tivesse seguimento, mas um sinal de inter- comunicação de um casta. Somente quem respondesse pela bravura, quem se sentisse herdeiro da tradição dos samurais, como os oficiais da marinha imperial japonesa, entenderia o seu significado mais profundo. Se por acaso um ouvido qualquer de um norte-americano captasse a informação pelo ar, poderia supor que tratava-se de uma combinação entre alpinistas, e não o sinal do dilúvio que estava por vir.
Imobilizar os americanos
A força tarefa japonesa fizera todo o imenso percurso em dois lances. Depois que partira do Japão, ancorara nas ilhas Kurilas, desferrando-se delas no dia 26 de novembro para dar o bote final. Se bem que o Oceano Pacífico não é um lago, impressiona que não tenha sido avistada por ninguém, nem navio, nem avião de patrulha. A idéia de dar um golpe imobilizador, um ippon, na esquadra americana, ancorada em Pearl Harbor, no Hawai, cresceu na mente do seu estrategista, o almirante Yamamoto, desde que ele se inteirara da operação que os ingleses haviam feito um tempo antes, em novembro de 1940, quando, com um pouco mais de vinte aviões carregados com torpedos, eles colocaram fora de combate a frota de Mussolini, fundeada no golfo de Tarento, no sul da Itália.
A Aviação Naval
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Um atacante japonês em ação
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O almirante-samurai enfrentou seu pares, conservadorissimos em todos os sentidos, insistindo em remodelar a marinha imperial no sentido de dotá-la de uma poderosa aviação naval (os japoneses foram os primeiros a usar aviões conjugados com naus na guerra russo-nipônica de 1905). Em pouco tempo, Yamamoto passou a ser cultuado como uma divindade viva entre os jovens e bem treinados pilotos que ele encarregou-se de exercitar e formar. Agora aproximava-se a hora fatal. Não haveriam mais exercícios, tudo seria verdadeiro. Foi um desses novos samurais de Yamamoto, o comandante Mitsuo Fuchida quem levantou vôo naquela manhã de 7 de dezembro de 1941, fatídica para a história militar dos Estados Unidos, liderando a primeira leva de 190 aviões. Ninguém nos céus. Como a maioria dos seus companheiros, Fuchida não teve que desperdiçar tiros num avião caça americano, tamanha a surpresa da operação.
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