Apoio à república
Thomas Jefferson estava seriamente convencido de que o seu jovem e talentoso rival planejava implantar algum tipo de monarquia nos Estados Unidos. Enquanto descrevia em carta à sua filha Martha as delícias da tournée pelo Rio Hudson, combinou com Madison a necessidade deles apoiarem o poeta Philip Feneau, que pretendia lançar um jornal, o National Gazette, para enfrentar os simpatizantes das idéias monárquicas de Hamilton e, mais veladamente, de John Adams, o vice-presidente. A idéia da América republicana precisava ser defendida. Pensavam ambos que não tinha nenhum sentido reproduzir no Novo Mundo as instituições e regimes políticos do Velho Mundo. Além do mais, era ridículo num país fundado nos ideais da igualdade das oportunidades criar-se uma monarquia. Aliás, o próprio presidente George Washington repudiara energicamente todas as propostas nesse sentido.
Reforçando o Executivo
 Sede do governo federal, N.Iorque, 1789 |
O desejo de criar, no recém-fundado Estados Unidos da América, um executivo forte, dotado de orçamento próprio e de um exército permanente ganhara corpo especialmente entre os grandes comerciantes e financistas da região de Nova Iorque (que naqueles tempos estava longe de ser esse caleidoscópio étnico e democrático dos dias atuais). O temor deles, quase todos gente rica, devia-se ao receio de que se repetisse no seu estado o que se dera em 1786 no vizinho Massachusetts, quando uma multidão de pequenos proprietários e lavradores enfurecidos pela gula fiscal do governo local quase tomou Boston de assalto.
Para defender-se, os homens de negócio da cidade tiveram que formar uma milícia e dispersá-los com cargas de cavalaria no episódio que foi chamado de a Rebelião de Shays.
 Hamilton, sonhava com a monarquia |
Em vista daquela amargo incidente, para reforçar o poder repressivo da União, Hamilton, o representante mor dos interesses oligárquicos, o homem do Partido do Dinheiro, lançou em 1791 um imposto sobre o consumo que provocou um outro amotinamento popular. Esse, nas regiões do oeste, denominado Revolta do Uísque. Não porque fosse uma insurreição de bêbados, mas porque aquele produto, até então livremente produzido e consumido, teria que doravante pagar uma taxa ao governo.
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