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O Impasse do Nacionalismo Árabe


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As derrotas militares que os países árabes sofreram ao enfrentar o Estado de Israel em 1967 e, novamente, em 1973, provocaram o surgimento de um movimento regressista no Oriente Médio - o movimento fundamentalista islâmico. O nacionalismo árabe, que tanto fizera para modernizar as sociedades arcaicas da região, mostrou-se também limitado em poder enfrentar Israel, abrindo caminho para que o sentimento de frustração das massas fosse canalizado para as associações religiosas, extremamente reacionárias no plano sócio-político e cultural, mas que gradativamente assumiram a liderança antiocidental.

A presença colonialista no Oriente Médio


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O General Gordon no Sudão

A presença cada vez mais intensa do colonialismo europeu no mundo árabe, principalmente após a conquista do Magreb argelino na década de 1830 pela França, provocou uma profunda reflexão em parte da intelectualidade

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Soldado inglês na trincheira

muçulmana sobre as razões da sua impotência em poder repelir os cristãos. Agora eles, os europeus, estavam de volta, não mais movidos pelo fervor religioso dos tempos das Cruzadas, mas por interesses econômicos e estratégicos. A partir de 1918, na forma dos Mandatos, a Grã-Bretanha e a França, depois de derrotarem o Império Otomano na Primeira Guerra Mundial, repartiram entre si todas as terras que iam do Egito até o Curdistão, todas as que se encontravam entre o Mar Mediterrâneo e o Mar Arábico.

O esclerosamento do islamismo

Consciente da decadência e estagnação a que a região estava entregue desde o século XVI, a elite pensante do Oriente Médio saiu atrás de uma resposta que pudesse fazer reviver o mundo árabe e que lhe desse alento para reagir à presença avassaladora do Ocidente. Para os intelectuais árabes, era evidente que o maometanismo, tal como se encontrava no século XIX, dominado pelo universo obscurantista dos ulemás e dos imãs, já havia provado sua total inoperância em comandar qualquer tipo de reação que não fosse a negação de tudo aquilo que fosse estrangeiro. Os líderes religiosos rejeitavam o telégrafo, a estrada de ferro ou a máquina a vapor, anatematizados por eles como coisas nefastas, satânicas. Por outro lado, esses intelectuais percebiam perfeitamente que o islamismo havia, naqueles últimos 13 séculos, ainda que esclerosado, se enraizado profundamente nos costumes e na psicologia das massas árabes, sendo um instrumento indispensável na luta pela futura autonomia. Portanto, se pouco podiam fazer com ele, nada poderiam fazer sem ele.


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A presença do Islã está em toda a parte

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