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"Ouso dizer... farei um nome!" - Mirebeau à madame Nehra, 1787

Mirabeau
O Tenor da Revolução

Mirabeau foi o principal tribuno da Revolução de 1789 quando ela dava os seus primeiros passos. Dominou com sua eloquência e vozeirão de tenor os auditórios que regurgitavam ao redor dele, tanto em Versalhes como na Assembléia Nacional, em Paris. Morreu subitamente em plena glória. Logo depois, porém, descobriu-se um documento constrangedor: Mirabeau era um vendido!

A Morte de Mirabeau

reprodução

   Mirabeau
O boato varreu Paris por inteiro. Mirabeau, o tribuno da Revolução de 1789, o trovão do Terceiro Estado, agonizava em sua casa em Argenteuil depois de acometido por um violento mal-estar. No dia dois de abril de 1791, sentindo seus momentos finais, falou a seu amigo dr. Cabanis: "quando se está assim só resta uma coisa a fazer, perfumar-se, coroar-se com flores, envolver-se com música afim de entrar agradavelmente no sono sem retorno." Naqueles tempos, como mostrou Philippe Ariès, morria-se com pompa, cercado pelos mais íntimos, pensando em deixar uma frase para a posteridade. Mirabeau ainda murmurou: "A monarquia morre comigo." Dito acertado, porque o trono dos Capetos foi varrido dezessete meses depois pelo furacão republicano de setembro de 1792.

No Panteão

A França cobriu-se de luto. A multidão cercou seu bairro, sua rua, sua casa, tomada de um ar sinceramente entristecido. A Assembléia Nacional, onde atuara como soberano incontestado, ordenou a imediata transformação da Igreja de Sainte-Geneviève em Panteão Nacional, a futura morada dos heróis da França. Determinou-se, com urgência, a entrega das reformas do prédio ao arquiteto Quatremère de Quincy, que tratou de retirar-lhe qualquer ligação com a morte, pois seria dedicado à imortalidade, numa aberta contraposição à cripta gótica dos reis em Saint-Denis. No dia quatro de abril, uma colossal procissão, calculada em 300 ou 400 mil acompanhantes, similar, segundo Michelet, apenas à que
reprodução (tela de David)

   O juramento do Terceiro Estado
recebeu os restos de Napoleão em 1840, acompanhou, chorosa e sofrida, o féretro do líder. Além de La Fayette, que encabeçava a multidão, estavam presentes todos os deputados, bem como os militantes jacobinos, que, apesar de haverem se atritado com Mirabeau, resolveram dar trégua ao defunto ilustre.

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