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A Democracia Jacksoniana

reprodução
Andrew Jackson (1767-1845)
Em 1828, foi eleito para a presidência dos Estados Unidos, um rude fronteiriço, um plantador e general de milícia que fizera sua fama lutando contra índios e contra ingleses. Seu nome era Andrew Jackson, e com ele começava uma nova história na vida da democracia americana - a democracia jacksoniana.

"Para ele a moldura do Velho Mundo poderia jogar-se ao lado
E, procurando uma outra no doce seio do inesgotável Oeste,
colocando nela substâncias puras, modelar-se-ia um novo herói
Sábio, confiante na força de Deus e da verdade."

J.R.Lowell

Os Estados Unidos naqueles tempos

Quem chegasse na América do Norte entre os anos de 1820-1830 rapidamente era tomado pela idéia de que naquele continente a ser desbravado dava para se fazer de tudo. O que viesse na cabeça. O recém-desembarcado poderia ficar na Nova Inglaterra ou, penetrando na embocadura do Rio Hudson, instalar-se na efervescente Nova Iorque, ou ainda ir para bem mais longe. O que os fascinava era o ar de liberdade.

Alexis de Tocqueville, o jovem sábio francês, um jurista que viera estudar em 1831 o sistema de leis norte-americano, confessou depois no seu clássico livro A Democracia na América (publicado em 1835), que era muito difícil transmitir ao leitor, especialmente ao europeu, a sensação existente na América. Era como se a atmosfera fosse leve para todos.

Evidente que num primeiro momento a maioria dos imigrantes não conseguia se desfazer da canga do passado, de terem nascido camponeses ou modesto artesão no Velho Mundo. A Europa, mesmo depois do terremoto revolucionário de 1789, ainda continuava em mãos de uma nobreza que preservava a hierarquia, a tradição e a obediência, inculcando nas massas uma atitude mental de subordinação a quem lhes fosse socialmente superior. Mas aos poucos a mentalidade servil se evaporava naquela oxigenação do Mundo Novo, onde as oportunidades de realização pareciam saltar de cada canto.

Rumo ao Oeste

Desde o término da Guerra de Independência, seguida da afirmação de um regime constitucional em 1787, as energias nacionais deram para privilegiar a ocupação do Oeste americano. Havia, por assim dizer, uma mística que envolvia tanto os que já estavam na América fazia tempos como aos que recém-chegavam. Viam-se todos eles como que instrumentos do destino manifesto que os levava a crer na ocupação do continente inteiro.

tela de Thomas Moran
O mundo a conquistar
Aos milhares, em carroças ou em lombos de cavalos e mulas, por vezes a pé, eles marchavam para o interior. Da Pensilvânia partiam pelas trilhas em direção a Ohio, dali baixavam para o Kentucky, Missouri ou ao Tennessee. Outros iam mais para o Oeste ainda, para Indiana e Illinois, ou subiam para o Norte, para a fria região dos Grandes Lagos, para o Michigan e o Wiscosin. Em qualquer lado, a paisagem era assombrosa. Para quem vinha da Europa, era um espanto. Pradarias colossais, florestas inteiras com caça abundante, rios interiores como o Missouri-Mississipi, nos quais se navegava em toscas jangadas por milhares de quilômetros sem grandes perigos naturais, tudo isso emoldurado por belíssimas cadeias de montanhas que se viam forçadas a abrir passagem para a determinação daquela gente.

Era uma fronteira viva, andante, que avançava dia a dia para o Pacífico distante. Na vanguarda dela, iam os caçadores de peles, os garimpeiros, os aventureiros predadores, tiroteando com os nativos, metendo-se em escaramuças infernais com os índios americanos. Na retaguarda, assentando-se onde podiam, chegavam os colonos com suas famílias, erguendo suas cabanas de troncos e lavrando as terras assim que podiam. O Oeste era o Eldorado deles.

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