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Os Estados Unidos e o início da Guerra Fria
(1945-49)

A contenção ao comunismo

Dois acontecimentos internos, quase simultâneos, criaram as pré-condições para que os Estados Unidos se lançassem na Guerra Fria. O primeiro foi a morte do Presidente Franklin Delano Roosevelt, em maio de 1945 e, em seguida, em 1946, a eleição de um Congresso predominantemente republicano (partido conservador). Roosevelt acreditava num mundo do após-guerra controlado pelos E.U.A, em comum acordo com a URSS (o que Stalin denominou de “coexistência pacífica”). Sua morte fez com que seu sucessor Harry Truman, consciente do poder nuclear, abandonasse esta posição, aderindo à tese de Kennan do “enfrentamento com o comunismo”.

A eleição de um congresso de maioria republicana, estreitamente ligados à indústria de armamento e às atividades anti-comunistas, revelou igualmente uma mudança da opinião pública americana. Manifestando-se, simultaneamente, contra as reformas sociais da política do New Deal e contra acordos com os comunistas. Eles, “os vermelhos”, deveriam ser combatidos em todas as frentes. A ascensão de Truman e o congresso republicano, tornaram o clima tenso com a URSS, um “clima frio”. Passado o perigo nazista, os americanos receavam os comunistas. O elemento desencadeador da mobilização anticomunista deu-se a partir do célebre discurso de Winston Churchill, feito em Fulton, no Missouri, em 5 de março em 1946, quando o ex-primeiro ministro britânico denunciou o Comunismo Soviético por estender uma “Cortina de Ferro”(Iron Curtein), sobre a sua área ocupada na Europa, conclamando os poderes anglo-saxões, a Grã-Bretanha e os Estados Unidos, a enfrentarem-na.

Com essa inversão, essa completa mudança de postura, de aliados da URSS para seus adversários, os Estados Unidos obrigaram-se a elaboraram uma nova doutrina: a Doutrina da Segurança Nacional. Segundo ela um tipo singular de enfrentamento mortal desenhava-se no horizonte; simultaneamente estratégico e ideológico. Os Estados Unidos tinham agora seus interesses e suas bases militares espalhadas por todos os continentes. Eram uma potência global, não estando mais confinados aos seus limites continentais primeiros. O seu único rival era o movimento comunista que tinha sede em Moscou, e manifestava ambições expansionistas. O marxismo, para os estrategistas do Pentágono, nada mais era do que o pretexto para o seu domínio do russo do mundo.

Haviam dois frontes portanto. Um estratégico-militar, que seria coberto por tratados específicos, e outro ideológico, que mobilizaria a opinião pública e o serviço de contra-espionagem (a CIA [ Central Inteligente Agency] foi criada em 1947), para o combate ao “perigo vermelho”.

A decisão do caminho a ser seguido em relação à URSS foi traçado por George Kennan, um alto funcionário americano, que defendeu a “contenção” contra o comunismo. Os soviéticos somente seriam detidos por meio de uma enérgica política de enfrentamento, de jogo duro. Esta política contribuiu para que os Estados Unidos reativassem a sua industria bélica para atender as necessidades da Guerra Fria. A íntima relação da política militar com as fábricas de artefatos bélicos, levou a que, mais tarde, o Presidente Dwight Eisenhower a denominasse de “complexo militar-industrial”.


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