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A Certeza Científica da Eugenia

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   Dr.Mengele,    experimentos    humanos em    Auschwitz
A política de extermínio não foi um gesto tresloucado e impensado de um bando de fanáticos que ascendera ao poder na Alemanha em 1933. A maioria dos seus agentes (médicos, cientistas, laboratoristas, pesquisadores, antropólogos, legisladores e militantes políticos) estava firmemente convicta do rigor científico das suas ações e dos benefícios que sua adoção traria para a humanidade (ainda que no momento não fossem entendidas). Levaram à prática o que há anos era defendido por pensadores de renome, por revistas científicas e por doutores ilustres de ambos os lados do Atlântico. Todas as teorias de superioridade racial, de anti-semitismo, de seleção da espécie já encontravam-se largamente difundidas, especialmente entre as elites científicas e acadêmicas, bem antes de Adolf Hitler assumir o poder. O Führer do movimento nacional-socialista implementou o que amplos setores científicos daquela época acreditavam ser verdadeiro, firmando assim o primeiro pacto moderno entre a ciência e o crime em massa, entre a pesquisa genética e a tecnologia aplicada à morte coletiva.

O que é a eugenia

É a ciência que estuda as possibilidade de apurar a espécie humana sob o ângulo genético. Decorreu ela quase que inevitavelmente das idéias de Charles Darwin, expostas no seu consagrado livro A Origem das Espécies (On de Origin of the Species), de 1859, a mais popular exposição da teoria da evolução natural. Coube ao seu parente Francis Galton a invenção desta expressão em 1883. O cientista britânico defendia a tese de que a cultura e mesmo o conhecimento eram resultados da transmissão genética e não dos fatores ambientais (ou pelo menos esses tinham bem menos peso). No seu livro a A Hereditariedade do Gênio (Hereditary Genius), de 1869, ele arrolou o histórico familiar de uma série de homens de gênio e outros afamados cientistas para demonstrar que todos descendiam de uma feliz hereditariedade.

Galton e a Sociedade da Eugenia

Em 1907, após ter introduzido a cadeira de eugenia na Universidade de Londres, fundou a The English Eugenics Society, inspiradora da American Eugenics Society, surgida em 1926, que pregava a superioridade dos germânicos sobre os demais integrantes da raça branca.

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   Galton, criador da    eugenia
As conclusões lógicas extraídas da tese de Galton é de que a classe dominante concentrava as melhores qualidades genéticas do que as classes trabalhadoras, fossem urbanas ou rurais. Os socialmente superiores eram os depositários do "tesouro genético" amealhado pela natureza através de séculos de aperfeiçoamento, aprimorado pela seleção natural dos mais aptos. Portanto, a natureza era sábia ao permitir que a regência da sociedade e dos governos fosse feita pelos biologicamente mais dotados.

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