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Estados Unidos
O Destino Manifesto e
a Guerra contra o México
(1846-1848)


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General Z.Taylor, pôster pela guerra

A ideologia do Destino Manifesto, que fazia dos americanos uma espécie de novo povo eleito, desde que se difundiu entre eles a partir da metade do século XIX , agiu como um poderoso elemento mobilizador da energia do país e dos indivíduos para a conquista de novos territórios ao oeste e sul do continente. Foi um verdadeiro elixir do expansionismo e do intervencionismo norte-americano, que, depois de ter anexado o Texas em 1836, engoliu a metade do território do México na guerra de 1846-48.

"A pura raça anglo-americana está destinada a estender-se por todo o mundo com a força de um tufão. A raça hispano-mourisca será abatida. "

New Orleans Creole Courier, 27.01.1855.


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Alegoria do Destino Manifesto

O constante avanço da colonização para o Oeste e para o Sul da América do Norte fez brotar em meio àquela sociedade em formação a ideologia do Destino Manifesto, que expressava um dogma de autoconfiança e ambição supremas - a idéia de que a incorporação aos Estados Unidos de todas as regiões adjacentes, mesmo que estivessem bem afastadas de Washington, constituía a realização virtualmente inevitável de uma missão moral assinalada à nação pela própria Providência. O Destino Manifesto era, de certa forma, uma adaptação americanizada da ideologia do imperialismo providencialista que começava a surgir na Europa e que teve, posteriormente, no poeta Rudyard Kipling, sua forma literária mais acabada, explicitada na frase "o fardo do homem branco", na qual o europeu era visto vagando pelo mundo primitivo dos demais continentes encarregado de civilizar os nativos. E, sob o ponto de vista teológico, uma versão secularizada, adaptada aos americanos, da idéia bíblica do povo eleito, escolhido pelo Todo-Poderoso para açambarcar toda a Terra da Promissão.

A questão texana, que se iniciou em 1836, foi um poderoso fator de mobilização nacional para a concretização de mais uma etapa do Destino Manifesto.


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O General Santa Anna rende-se a Sam Houston em San Jacinto,1836

O território do Texas, que inicialmente pertencia ao império mexicano (proclamado em 1823), é tão vasto quanto a França. Colonos americanos haviam lá se estabelecido tanto clandestinamente como aceitando o convite do Imperador Augustin I (Itubirde) para ali se fixarem como "empresários". Durante os onze primeiros anos, eles possuíam relativa autonomia, sendo que S. F. Austin governava a região

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Sam Houston, presidente do Texas

praticamente sem fazer consultas à capital mexicana. Assim, estes colonos nem tomaram conhecimento quando, em 1825, o Congresso mexicano votou a abolição da escravatura no território nacional, e não emanciparam os seus servos. Os atritos aumentaram quando, depois do império ter sido abolido, o general Santa Anna resolveu instituir uma constituição centralista que suprimia com os particularismos e com as assembléias locais. Os colonos texanos, vendo-se ameaçados, se amotinaram e expulsaram a guarnição mexicana de San Antonio.

Los Alamos e San Jacinto

A resposta não tardou. O general Santa Anna, marchando para o norte, dizimou uma centena de fronteiriços, aventureiros americanos, em Los Alamos (6 de março de 1836), onde cinco mil mexicanos cercaram e mataram todos os 144 sitiados, comandados pelo coronel Travis e pelo aventureiro David Crockett e seus caçadores do Tennessee - num episódio que foi celebrado como a Tróia dos texanos -, mas terminou fragorosamente derrotado na batalha de San Jacinto, quando Sam Houston, o general-em-chefe dos texanos, não só destroçou as forças mexicanas como capturou o próprio comandante-em-chefe: o general Santa Anna, em trajes civis, em pessoa (21 de abril de 1836). Os texanos ratificaram sua nova constituição, legalizaram a escravidão e elegeram Sam Houston presidente. Logo trataram de obter o reconhecimento dos Estados Unidos bem como encaminharam uma solicitação de anexação pela União. Se foi Jackson quem reconheceu a república do Texas, coube ao presidente Tyler admiti-la na União em caráter definitivo em fevereiro de 1845.


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Alamo, a Tróia dos colonos texanos

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