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EUA, a Política da Boa Vizinhança de Roosevelt


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F.D.Roosevelt (1933-1945)

Vista em retrospecto, a Good Neighbor Policy, a política da boa vizinhança, levada a cabo pelo presidente Franklin Delano Roosevelt, a partir de 1933, foi uma verdadeira revolução nas relações dos Estados Unidos com os demais parceiros do continente americano. O empenho público anunciado pela nova administração democrata de que doravante descartaria o uso da força para resolver os possíveis conflitos com os países latino-americanos foi o mais saudável passo dado pelos Estados Unidos no reconhecimento deles como países independentes a serem respeitados, e não humilhados.

Sepultando uma política


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Cordel Hull, executor da boa vizinhança

Durante os doze longos anos de governos republicanos que sucederam a Wilson, não houve modificações substanciais na política dos Estados Unidos em relação à América Latina. As administrações de W. G. Harding, C. Coolidge e Hoover apenas seguiram as práticas anteriormente estabelecidas por Theodor Roosevelt e W. Wilson. Apesar de advogarem uma política isolacionista, os presidentes republicanos nunca hesitaram em utilizar os fuzileiros e as canhoneiras sempre que julgassem necessário (como na reocupação da Nicarágua em 1927). Assim, nos anos do consulado republicano (1920-1932), nada de imaginativo surgiu, além de se repetir a prática da política de "dólares e tiros". Significativo, no entanto, foi a cada vez mais crescente presença americana na América do sul. Observa-se, no período posterior à I Guerra Mundial, o lento recuo da presença dos capitais britânicos paralelamente ao avanço crescente dos Estados Unidos. A libra esterlina deixava de ser a moeda exclusiva das relações da Europa com a América Latina. Lenta, mas seguramente, o dólar começava a sua ascensão. Cada vez mais, ao adentrar-se no século XX, o "cavalheiro de negócios" britânico era obrigado, a contragosto, a conviver com o tycoon ianque, quando não a admitir sua derrota e bater em retirada, deixando o mercado latino-americano nas mãos do rival.

Efeitos da crise e da depressão


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O desemprego devastou o país

Foi a crise de 1929 quem terminou por fazer com que a política externa dos Estados Unidos sofresse uma radical alteração. O principal agente dessa verdadeira revolução nos assuntos externos foi o presidente Franklin Delano Roosevelt, eleito em 1932 e empossado no ano seguinte. Tornou-se célebre sua afirmação sobre a necessidade dos Estados Unidos exercerem o papel de "bons vizinhos" em relação aos demais países: "No campo da política mundial" disse ele no seu discurso de posse, "eu dedicarei esta nação à política da boa vizinhança - uma vizinhança que resulte do respeito mútuo e, devido a isso, respeite o direito dos outros - uma vizinhança que respeite suas obrigações e respeite a santidade dos seus acordos para com todas os seus vizinhos do mundo inteiro". (Discurso de posse, 4 de março de 1933)

Roosevelt, entretanto, não estava pensando em definir especificamente as relações com a América Latina em particular mas sim definir a postura dos Estados Unidos no mundo.1

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