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Estados Unidos
A Dontrina Monroe, 1823


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James Monroe, presidente dos EUA (1817-25)

Em meio aos tumultos que explodiam por toda a América Latina a partir de 1810 - ocasionados pelas insurreições nativistas que buscavam a independência das suas regiões do domínio do império espanhol e do português - , surgiu um documento, aprovado pelo Congresso norte-americano em 1823, que fez história - a Doutrina Monroe. Ela tornou-se o pilar das relações dos Estados Unidos para com o mundo daquela época e para com os seus vizinhos. Mas, com o passar do tempo, a mesma serviu como pretexto para os mais variados intervencionismos norte-americanos no continente e áreas contíguas.

Contra a Santa Aliança


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O Congresso de Viena de 1815

Em abril de 1823, cem mil soldados - "os filhos de S. Luís" - ocuparam a Espanha em nome da coligação legitimista dos soberanos europeus, a Santa Aliança. O monarca espanhol Fernando VII, ameaçado por um levante liberal, tratou de socorrer junto à aliança reacionária estabelecida em 1815 pelos imperadores da Rússia, Prússia, Áustria e pelo rei da França, quando asseguraram que as questões do Legitimismo (as prerrogativas das dinastias soberanas da Europa) estavam acima dos Direitos dos Povos (princípio defendido pela Revolução Francesa de 1789). Em outubro, Fernando VII recuperou seu trono e o poder graças às forças enviadas do exterior em seu amparo. A euforia reacionária ensejou que a Espanha fosse estimulada a retomar suas colônias americanas, então em franca rebelião contra a metrópole. Foi nesse clima pesado, de ameaça da retomada de uma política de recolonização forçada e de brutais represálias contra os líderes crioulos do Novo Mundo que o então presidente dos Estados Unidos, James Monroe, enviou ao Congresso americano uma mensagem que se consagrou como a Doutrina Monroe. Claramente, ela opunha-se à coligação ultraconservadora, engendrada pelos monarcas europeus no Congresso de Viena de 1815, e que formava uma nuvem escura de ameaças sobre a América convulsionada, lutando pela emancipação política.

Os princípios gerais da doutrina


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Mensagem de Monroe, 1823

Os princípios enumerados nela eram basicamente defensivos. Os Estados Unidos se colocavam como protetores das nações latino-americanas recém-emancipadas, repudiando qualquer intervenção armada programada pela Santa Aliança. A mensagem era uma advertência às potências européias no sentido de que não tentassem reativar o domínio colonial sobre o continente, nem interferissem nos princípios republicanos imanentes ao processo de emancipação: o Novo Mundo estava fechado a toda futura subordinação à Europa. Em síntese, a teoria contida na mensagem se baseia em três princípios gerais:

a) o continente americano não pode ser objeto de recolonização;
b) é inadmissível a intervenção de qualquer país europeu nos negócios internos ou externos de países americanos, e, finalmente;
c) os Estados Unidos, em troca, se absterão de intervir nos negócios pertinentes aos países europeus.

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