|
Os tratados da grande aliança
Os integrantes da "Grande Aliança" (EUA/GB/URSS), encontraram-se três vezes entre 1943 e 1945: a primeira foi em Teerã, capital do Irã, em novembro/dezembro de 1943, quando o primeiro-ministro da Inglaterra W. Churchill apresentou um plano de ataque aos nazistas partindo do Mediterrâneo, sendo objetado por Stalin, que insistiu que o melhor efeito seria a invasão da França. Naquele momento, os aliados não haviam chegado ainda a um acordo sobre que destino dar à Alemanha no pós-guerra. O segundo encontro deu-se em Yalta, no sul da URSS, em fevereiro de 1945, quando a guerra marchava para os estertores. Acertou-se ali a formação da ONU, bem como a proposta da divisão da Alemanha em quatro zonas de ocupação (a americana, a britânica, a francesa e a soviética), tendo ela que pagar indenizações que atingiriam 80% do seu parque industrial pesado. A URSS comprometeu-se a entrar em guerra contra o Japão assim que o conflito contra os nazistas tivesse se encerrado na Europa. O último encontro ocorreu depois da rendição final dos alemães. Foi em Potsdam, símbolo do militarismo dos reis prussianos, em julho-agosto de 1945, nas proximidades de Berlim, quando confirmou-se a política de "zonas de influência" sugerida pelos britânicos, onde os aliados vencedores dividiram entre si o território alemão conquistado. A URSS, conforme o prometido, declara guerra ao Japão. Mas a guerra no Oriente estava prestes a se encerrar porque os norte-americanos já possuíam a bomba atômica.
A bomba atômica e o fim da guerra
|
|
|
|
O cogumelo atômico encobre Hiroxima
|
O célebre físico Albert Einsten, exilado nos EUA desde 1933, escrevera em 1938 ao presidente F. D. Roosevelt alertando-o para a necessidade da fabricação de uma arma nuclear antes que os nazistas o fizessem. As providências, porém, só foram tomadas quando o Japão atacou os EUA em dezembro de 1941. No ano seguinte, em 1942, foi criado o Projeto Mannhattan, sob a chefia científica do físico Julius Robert Oppenheimer, um brilhante físico nuclear, com o fim de engenhar-se uma arma atômica no laboratório de Los Alamos no deserto do Novo México, EUA. A decisão de lançá-la sobre o Japão foi tomada pelo presidente Harry Truman (visto que Roosevelt havia falecido em maio de 1945). A primeira delas foi jogada no dia seis de agosto sobre a cidade de Hiroxima, provocando a morte de 130 a 200 mil pessoas. A outra, a segunda, foi lançada três dias depois sobre Nagasaki, matando umas 80 mil pessoas. No dia dois de setembro, a bordo do "USS Missouri", ancorado na baía de Tóquio, o general Douglas MacArthur, comandante supremo dos aliados no fronte do Pacífico, aceitou a rendição incondicional do governo japonês, por meio dos representantes do príncipe Higashikuni. Com a capitulação da Alemanha nazista em oito/nove de maio e a do Japão em dois de setembro de 1945, encerrou-se a mais longa e terrível guerra deste século. Durou seis anos, sendo travada em quase todos os continentes, oceanos e mares, e provocou a morte de 50 milhões de seres humanos.
COOX, Alvin D. - Japão, a agonia final (Ed. Renes, RJ, 1977).
DEUTSCHER, lsaac - Stalin, (Editora Civilização Brasileira, RJ, 2 vols., 1970).
EISENHOWER, Dwight O. - Cruzada na Europa (Biblioteca do Exercito-Editora, RJ, 2 vols., 1971).
HART BASIL LIDDELL - History of the Second World War (Pan Books, Londres, 4ª ed., 1977).
MONTGOMERY, Mal. - Memórias (Biblioteca do Exercito-Editora, 2 vols., RJ, 1976).
RYAN, Cornelius - The Longest Day [O dia-D] (Simon&Schuster, NY., 1959)
SHIRER, William L. - Ascensão e queda do III Reich (Civilização Brasileira, RJ, vol. 4, 5~ Ed., 1967).
WERTH, Alexander - A Rússia na Guerra, (Civilização Brasileira, RJ, 2 vols., 1966)
|