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O atentado contra Hitler
A partir da invasão aliada ficou claro para setores do alto comando militar alemão que a guerra estava perdida. Os aliados no entanto haviam acertado no tratado de Teerã, em 1943, que só aceitariam a rendição incondicional da Alemanha nazista, e que nenhum deles faria uma paz em separado com ela. Os militares alemães metidos no complô, no entanto, pensaram que se eles eliminassem Hitler e neutralizassem as Waffen SS, as divisões nazistas, haveria possibilidade de fazer uma paz em separado com os anglo-americanos e, desta forma, evitar que a Alemanha fosse invadida pelos russos e "bolchevizada" por eles. No dia 20 de julho de 1944, 44 dias depois do Dia-D, o coronel von Stauffenberg, um mutilado de guerra que servia no estado-maior de Hitler, colocou uma bomba no abrigo onde o Führer encontrava-se com seus comandados, na chamada "Toca do Lobo", em Rastenburg, na Prússia Oriental. Alguns oficiais morreram, mas Hitler sobreviveu ao atentado. Tomado por um assombro místico, ele considerou o episódio um sinal, uma prova de que a divina providência o havia salvo para continuar ate a vitória final. Os conspiradores foram presos e julgados por um Tribunal do Povo e executados de maneira ignóbil. A guerra ainda seria prolongada por mais onze meses inutilmente. O coronel von Stauffenberg evitou as humilhações suicidando-se.
Aproveitando-se da proximidade do Exército Vermelho das cercanias de Varsóvia, as forças da resistência polonesa, a Armija Krazowa (AK), lideradas por Bor-Komarowscki intentaram um grande levante armado contra os nazistas. Como os soviéticos não foram consultados, não houve articulação entre o levante na cidade e as tropas russas que estavam acampadas do outro lado do rio Vístula, fazendo com que as forças do AK fossem dizimadas pelas divisões panzer que, obedecendo a ordem de Hitler, destruíram praticamente nove décimos da capital polonesa, matando, estima-se, 300 mil habitantes da capital.
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Berlim em ruínas, 1945
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Hitler ainda tentou em dezembro de 1944, jogando a sua última cartada, dividir os exércitos aliados pela surpreendente ofensiva de Ardenas na Bélgica, mas poucas semanas depois do ataque, sem cobertura aérea e sem combustível para os seus tanques, viram que era inútil. No dia 12 de janeiro de 1945, os soviéticos ordenaram a ofensiva de inverno, a final, aquela que terminaria com a ocupação da Alemanha. Berlim, bombardeada dia e noite, foi o centro da resistência derradeira de Hitler. Os aliados ocidentais começaram o seu ataque em fevereiro de 1945 e, por fim, encontraram-se com as tropas soviéticas no rio EIba. Foi um momento histórico extraordinário quando os soldados norte-americanos confraternizaram com os russos, trocando apertos de mão e goles de bebida forte. Hitler, depois de passar seus últimos dias completamente isolando no seu bunker subterrâneo, suicidou-se no dia 30 de abril, deixando a chefia do Reich sob o comando do almirante Doenitz, que foi quem negociou a rendição final nos dias oito e nove de maio de 1945. A guerra na Europa havia chegado a seu fim.
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