Introdução | Karl Marx e a teoria da catástrofe inevitável | A concepção da crise em Marx | Os revisionistas | A "destruição criadora" de Schumpeter | Keynes e a superação da crise | Bibliografia
As teorias da crise econômica
Os revisionistas
Destacam-se no campo da economia-política como os principais revisionistas de Marx, Eduard Bernstein, um alto membro da social-democracia alemã, e os economistas Tugan-Baranowsky e Rudolf Hilferding. Fazendo largo uso das estatísticas da época, em estudos acurados, demonstraram que a evolução do capitalismo não aumentara a miséria dos trabalhadores. Ao contrário, a prosperidade foi tamanha que não só não esmagou os pequenos negócios como beneficiou também os operários fabris, que melhoraram muito seu padrão de vida a partir de 1880. Hilferding no seu "O Capital Financeiro" (Das Finanzkapital, 1910), mostrou que acumulação do capital e a fusão de empresas não provocava - devido a adoção das sociedades por ações - a redução do número de proprietários e que, necessariamente, não conduzira à miserabilidade das massas.
A conclusão que eles chegaram é que o capitalismo tinha capacidade de expandir-se ilimitadamente. Nenhuma crise terminaria com ele. O socialismo seria implantado pelo aumento da consciência e da força do movimento operário, não porque uma força cega qualquer colocasse o capitalismo de joelhos. Não haveria nenhuma revolução social nos países industrializados do Ocidente porque as massas ascenderam e se integravam nos direitos gerais da cidadania. Desde então a teoria do colapso foi vista por muitos como uma transposição para ao campo da economia da supersticiosa idéia do Juízo Final.
Os partidos socialistas europeus deveriam, como conseqüência, enrolar as bandeiras revolucionárias e participar das eleições. Trocando a revolução pela reforma, sepultariam a idéia da ditadura do proletariado preconizada por Marx, substituindo-a pela aceitação da democracia parlamentar.
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