Introdução | Karl Marx e a teoria da catástrofe inevitável | A concepção da crise em Marx | Os revisionistas | A "destruição criadora" de Schumpeter | Keynes e a superação da crise | Bibliografia
As teorias da crise econômica
Karl Marx e a teoria
da catástrofe inevitável
Karl Marx, um judeu alemão nascido em Trier em 1818, foi o maior estudioso da economia em todos os tempos e, como é sabido, o maior crítico do sistema capitalista. Denunciou-o como um modo de produção mais sofisticado do que a escravidão na exploração do homem pelo homem. O capitalismo, disse ele, apesar do enorme progresso técnico e material beneficiava somente uns poucos, aos capitalistas, os donos dos meios de produção (as fábricas, os bancos, as minas e as terras). A massa da população, os trabalhadores e os homens do campo, ao contrário, viam-se reduzidos à salários de fome.
A interpretação da crise econômica feita por ele, foi logicamente afetada por essa visão negativa do capitalismo. Marx, por vê-lo como um sistema historicamente datado, isto é, que se tinha um começo, um início, previu seu fim. Profetizou que o capitalismo terminaria através de uma Crise Geral. Seus seguidores, especialmente os sociais-democratas alemães, foram além, polemizando em torno da chamada teoria da catástrofe inevitável do capitalismo (Zusamenbruchstheorie) que faria com que a derrocada dele seria seguida pela implantação do socialismo, da sociedade sem classes.
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