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Introdução | Karl Marx e a teoria da catástrofe inevitável | A concepção da crise em Marx | Os revisionistas | A "destruição criadora" de Schumpeter | Keynes e a superação da crise | Bibliografia

As teorias da crise econômica

Introdução

Nos princípios da economia-política tornada ciência, no século 18 e começos do 19, seus pais fundadores, os fisiocratas franceses capitaneados pelo Dr. Quesnay e os economistas-políticos ingleses Adam Smith e David Ricardo, não se preocuparam com o estudo das crises econômicas. O motivo é que estavam mais interessados em fixar quais eram as leis da economia. Além disso viviam num momento de grande otimismo, de ascensão econômica e social da burguesia européia provocada pela expansão da Revolução Industrial do século 18, quando o sistema fabril começou a mostrar sua imensa capacidade de mudar a sociedade, trazendo a prosperidade para uma boa parte dela.

Antes, quando as crises ocorriam, muitos atribuíam-nas a fatores estranhos à economia. Até a má influência da Lua foi, por vezes, mencionada. As desgraças materiais na Antigüidade ou na Idade Média, por darem-se em sociedades agrárias, eram relativamente fáceis de serem explicadas. Quase sempre era uma má colheita, uma estiagem prolongada, uma guerra dinástica ou um descalabro qualquer da natureza, que motivavam a fome e a miséria em uma comunidade. E, o povo em geral, atribui-a a uma danação divina, uma punição de Deus...

Na história das crises contemporâneas a situação é totalmente diferente. A depressão ataca sem nenhuma causa visível. Nem Deus nem a guerra se responsabilizam. As sociedades industriais muitas vezes encontram-se num clima de plena euforia quando tudo, num instante, como um castelo de cartas, desabam. Parecem exercer uma espécie de inexplicável maldição segundo a qual, obrigatoriamente, depois de um período de exuberância e de progresso, fatalmente mergulha-se no pessimismo e na desesperança. Como se no amplo mar da vida uma onda de otimismo deve ser sempre seguida pela maré baixa do desânimo.

Karl Marx, no Manifesto Comunista de 1848 e, depois, em diversas passagens de O Capital (Das Kapital, 1867), apontou para a seriedade da importância das crises. Ele transformou seu significado, afirmando que elas, ao contrário do que diziam seus antecessores, eram inerentes ao capitalismo, eram a sua própria essência. Seus seguidores marxistas tornaram-na o centro de suas atenções e estudos.

No século 20 várias interpretações, quase todas atentas ao comportamento dos ciclos econômicos (divididos entre prosperidade e outro de depressão), foram divulgadas. Entre eles os estudos do economista soviético Nicolai Kondratiev que assinalava um longo ciclo de 50 ou 60 anos (motivados por informações tecnológicas), acompanhado de demoradas depressões, e o de Joseph Shumpeter que fez, inspirado no russo, o mais detalhado levantamento da constância das crises.

Foi também de grande relevância, especialmente para a superação delas, a obra de John M. Keynes, talvez o economista mais conhecido no nosso século. Keynes escreveu A Teoria Geral (The General Teory of Emplyment, Interest and Money, 1936), para equacionar soluções para que o capitalismo saísse da Grande Depressão iniciada em 1929.

O que se segue é uma síntese das principais teorias que procuram as razões desses repentinos desabares econômicos.

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