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Um Plano Marshall Soviético


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Stalin auxiliou a China Popular

Naturalmente que foi bem menor do que aquele proporcionado pelos norte-americanos aos seus aliados na época da aplicação do Plano Marshall, que chegou a atingir de 13 a 18 bilhões de dólares. Mas para a China este apoio financeiro se revelou particularmente importante por duas razões:

1. a ajuda soviética concentrou-se nos setores modernos da economia, tais como a siderurgia, produtos de petróleo, indústrias elétricas e mecânicas, motores e eletrônica ... a maioria dos quais não existia antes de 1949, bem como contou com o apoio de mais de dez mil técnicos dos mais variados ramos de atividade:;

2. este auxílio revelou-se uma "alavanca de Arquimedes", pois permitiu dar os primeiros passos rumo à industrialização sem passar pelos tormentos da "acumulação socialista primitiva", como deu-se na União Soviética dos anos trinta. Sem esquecermos que, em termos logísticos, essa associação com a URSS oferecia um poderoso escudo protetor contra as possíveis agressões norte-americanas baseadas na ilha de Formosa, na Coréia do Sul e no Japão.

AUMENTO DA PRODUÇÃO: 1949-55 e metas para 1957
  1949 1954 1955 1957
(meta original)
PRODUÇÃO TOTAL 56,3 125,2 133,5 151,1
Agricultura 67,3 106,6 114,8 123,3
Indústria 39,9 153,7 165,6 198,3
Indústria moderna 35,9 154,1 170,1 204,1
Meios de produção 28,9 163,8 191,8 226,8
Bens de consumo 47,1 147,0 148,4 179,6
Empresas socialistas e mistas 24,0 189,0 227,1 189,5
 (Fonte: Adler, Solomon, La Economia China, México, FCE, 1957, p.96.)

Efeitos do Auxílio Soviético


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Juventude em apoio à aviação

Também contribuiu para a recuperação da economia chinesa o fato da revolução maoísta não se encontrar tão isolada como a dos bolcheviques no após-Primeira Guerra Mundial. O historiador econômico Solomon Adler comenta ainda que a China deparou-se com menos problemas que a União Soviética "porque o capitalismo havia alcançado (na Rússia) uma etapa mais elevada na indústria e na agricultura. Os kulaks, representaram um problema tão formidável que por pouco naufraga o Primeiro Plano Qüinqüenal. Na China, ao contrário, o fato do Kuomintang, o partido nacionalista, ter-se desacreditado complemente fortaleceu a unidade política interna e fez com que o novo regime se valesse principalmente da persuasão".

Persuasão e Coletivização


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A massa camponesa

E a persuasão, mais do que a força, foi a principal arma da política maoísta no tocante aos projetos de coletivização da agricultura. Neste terreno era preciso cautela, pois a política agrária da revolução transtornava profundamente as estruturas milenares que moldavam a vida de 80% da população (e dado que a maioria da população urbana mantém estreitos vínculos de parentesco com o campo, significava afetar a todos). A coletivização foi antes de tudo um ato político que visava não comprometer a obra revolucionária com o conservadorismo inerente a uma sociedade basicamente rural como a chinesa.

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