BUSCA + enter






Trégua e ministério


reprodução

Enfermeiras fugindo de Basayev

Em 1994, depois de um intensa negociação entre o governo de Boris Yeltsin e as lideranças rebeldes, deram-se eleições na Chechênia nas quais ele concorreu à Presidência da República. Ter ele se classificado em segundo lugar fez com que o presidente eleito, num gesto de unidade, o chamasse para o posto de primeiro ministro. A carreira política de Basayev foi um desastre. O gosto pela luta, a alma dominada pelo espírito da guerra fez com que ele se mostrasse inadaptado a levar uma vida rotineira de um chefe político ou partidário. Em 1995, ele retomou a guerra contra os russos. Com 150 companheiros tomou de assalto um hospital na cidade russa de Budyonnovsky, o qual evacuaram depois de tensas negociações.

Ampliando a luta


reprodução

O rifle o Corão

Tempos depois, ele, aliado ao saudita Khatab, um guerreiro andarilho, um fundamentalista islâmico apoiado por Osama bin Laden, comandou uma coluna de mil combatentes chechenos que invadiram o vizinho Daguestão, um república de pouco mais de dois milhões de habitantes, protegida pela Rússia. O seu plano era claro: ampliar o fronte da luta anti-russa e levar, em seguida, por meio de atentados seletivos, a guerra ao

reprodução

Basayev e Khatab num campo de treinos

próprio solo russo. A reação de Moscou foi implacável. Bombardeios russos devastaram mais de 70 aldeias e lugarejos das montanhas que fazem fronteira entre a Chechênia e o Daguestão, entre outras razões porque Shamil Basayev ordenara (segundo ele confessou à imprensa) a dinamitação de três edifícios na Rússia. Estrago ocorrido entre 31 de agosto e 16 de setembro de 1999, que provocou a morte de 293 civis moscovitas e de outras cidades russas.

Horizontes


reprodução

Chechenos em preces, guerreiros de Alá

A luta de Shamil Basayev na Chechênia e, mais recentemente, no Daguestão deve ser vista num espectro bem mais amplo. Ela faz parte de um levante dos fundamentalistas islâmicos da Eurásia, insurgência que já se estende por mais de dez anos, no sentido de transformar aquela região numa confederação de nações muçulmanas, todas elas convertidas e comprometidas a aplicar as leis corânicas. A intensidade dos combates e a importância deles dá-se em razão da área do Cáucaso e do Mar Cáspio ser considerada um dos grandes reservatórios de petróleo e de gás natural do mundo, fazendo dela uma área tão importante como o Golfo Pérsico. Ela está no centro do interesse da Rússia, do Ocidente e, agora, dos fundamentalistas islâmicos, que pretendem-na controlar para ampliar o seus recursos para a grande luta.


reprodução

A Chechênia e o Cáucaso

Leia também:
» Ataque checheno a um teatro de Moscou é o episódio mais recente em guerra de dois séculos

|



 ÍNDICE DE MUNDO





 
 » Conheça o Terra em outros países Resolução mínima de 800x600 © Copyright 2002,Terra Networks, S.A Proibida sua reprodução total ou parcial
  Anuncie  | Assine | Central de Assinante | Clube Terra | Fale com o Terra | Aviso Legal | Política de Privacidade