BUSCA + enter






Shamil Basayev
O Guerreiro do Islã


reprodução

Shamil Basayev

Desde que a ex-República autônoma da Chechênia proclamou-se independente da Federação Russa (ex-URSS) em 1991, um nome começou a surgir no noticiário internacional: o de Shamil Basayev. Tratava-se de um ex-estudante checheno, nascido no lugarejo de Vedeno em 1965, formado em Moscou, e que pegara em armas para lutar contra a negativa dos russos em ceder à autodeterminação completa daquela pequena nação do Cáucaso. Não demorou muito para que suas façanhas, classificadas pelas autoridades de puro banditismo, fizessem dele o inimigo público mais procurado pelas forças russas. Ironicamente, chamaram-no de o Che Guevara do Cáucaso.

A tradição de rebeldia


reprodução

Grozny, reduzida à paisagem lunar

Basayev, cujo primeiro nome, Shamil, é uma homenagem ao Imã Shamil - um herói da resistência chechena à ocupação russa, ocorrida por meio de três guerras de invasão no século 19 - , considera-se um herdeiro da tradição de luta contra o moscovita. Embate em que ele é favorecido pelas condições geográficas do Cáucaso, onde elevadas e inacessíveis montanhas alternam-se com vales isolados, pontuados por cavernas e grutas que formam um santuário natural para as táticas guerrilheiras. Até recentemente, as questões de ordem religiosa, particularmente a causa islâmica, não preenchiam o cenário ideológico dele. Basayev queria era combater os russos, fazê-los sangrar. Via-se como um senhor de guerra das montanhas, uma espécie de líder tribal, não como uma missionário armado do Islã. O ódio aos russos aumentou ainda mais quando 11 membros da sua família foram mortos num bombardeio, provavelmente na tentativa de atingi-lo, sobre a vila em que nascera.

Operações espantosas


reprodução

Basayev numa entrevista coletiva

Com a recusa da Federação Russa em reconhecer a independência da Chechênia (devido a sua situação estratégica, ponto estratégico de conversão dos interesses petrolíferos russos no Mar Cáspio), Basayev fez sua entrada no mundo da ação por meio de um seqüestro espetacular. Em 1991, numa ousadia espantosa, dominou a tripulação de um avião russo que decolara do aeroporto de Minerlnoye Vody, no sul da Rússia, ordenando que ele aterrizasse em Ancara, na Turquia. Lá, denunciou à imprensa internacional sua intenção de mover guerra à Rússia até que fossem reconhecidos os direitos dos chechenos à plena autodeterminação. Complacente, o governo turco permitiu que ele clandestinamente voltasse ao Cáucaso para novas aventuras.

|



 ÍNDICE DE MUNDO





 
 » Conheça o Terra em outros países Resolução mínima de 800x600 © Copyright 2002,Terra Networks, S.A Proibida sua reprodução total ou parcial
  Anuncie  | Assine | Central de Assinante | Clube Terra | Fale com o Terra | Aviso Legal | Política de Privacidade