Educação História por Voltaire Schilling Mundo
Boletim
Receba as novidades no seu e-mail!
Fale conosco
. Envie releases
. Mande críticas, dúvidas e sugestões
EducaRede
Entre no portal da escola pública
História - Mundo
MUNDO

Abrão Lincoln, Barack Obama e a casa dividida

Leia mais
 
O recém eleito presidente Barack Obama em reiteradas ocasiões manifestou-se admirador de Abrão Lincoln, o líder abolicionista, assassinado em 1865. O motivo disto, todavia, não é relembrar a questão já superada da escravidão nem as cicatrizes da Guerra de Secessão, mas sim a obsessão do presidente-herói pela manutenção da união política dos norte-americanos.

Os debates sobre a escravidão

A. Lincoln
“Uma casa dividida não pode parar em pé. Eu acredito que este governo não pode manter-se, permanentemente, meio escravo e meio livre. Eu não espero que a União se dissolva – eu não espero que a casa caia – mas eu espero é que ela cesse de ficar dividida.”

A. Lincoln – Discurso da Casa Dividida (Springfield, Illinois, 18 de junho de 1858)

O adversário de Abraão Lincoln ao senado de Illinois era um tipo formidável. Stephen Douglas, ‘ o pequeno gigante’, era um orador brilhante e um polemista de primeira. Lincoln, quase um recém chegado à política, mostrou, há 150 anos atrás, enorme coragem em desafiá-lo para uma série de debates públicos a serem travados em várias cidades do estado (Ottawa, Freeport, Jonesboro, Charleston, Galesburg, Quincy e Alton, entre 21 de agosto a 15 de outubro de 1858).


Stephen acusava Lincoln de interpretar de modo incorreto a Declaração de Independência que afirmava a igualdade de todos. Para ele os negros não eram iguais, não mereciam ter direitos humanos. Lincoln, ao contrário, enfatizou que a questão da escravidão não era apenas um problema dos americanos, muito menos de Illinois, mas sim uma desgraça universal a ser varrida da América.


O que não cessou de destacar era o estrago que a permanência do sistema servil provocava na vida dos Estados Unidos. Foi na largada da campanha de 1858 que ele pronunciou o famoso discurso da ‘Casa Dividida’ prevendo que aquela situação do país, ter uma parte livre e outra escrava, não poderia perdurar. Bastava ver o que estava se passando no território do Kansas, o ‘Kansas ensangüentado’ de Horace Greely, onde bandos de pistoleiros pró e contra a escravidão se tiroteavam há quatros anos.

Tudo pela União

B.Obama
Eleito presidente em 1860, Lincoln não hesitou em aceitar a guerra que lhe fora imposta pelos estados do sul escravista quase que em seguida a sua posse. Não podia concordar que a casa ruísse inteiramente. A União da América tinha que ser preservada. E o foi depois de 618 mil americanos mortos!


Num encontro que Lincoln teve na Casa Branca com Frederick Douglas e algumas lideranças negras após ter feito aprovar a 13ª emenda, a que aboliu com a servidão nos Estados Unidos, se manifestou pessimista quanto ao destino da gente de cor. Não acreditava que eles fossem algum dia integrados à sociedade dominada pelos brancos. Chegou até a recomendar que arrumassem um modo de voltarem para a África agora que os havia libertado. Mas nenhum deles mostrou entusiasmo com a idéia. Lincoln estava errado. Barack Obama é o resultado disto. Um foi fruto do Movimento Abolicionista, o outro do Movimento pelos Direitos Civis.


O jovem presidente negro que agora em 20 de janeiro assume o mais alto cargo do país, tal como Lincoln, herdou uma casa dividida. Pela guerra no oriente e pela crise econômica. Esta falida e endividada.Terá pela frente uma tarefa digna de um Hércules para fazer com que ela não estremeça e se transforme numa ruína. Daí o simbolismo de começar sua posse em Washington pronunciando-se no Memorial Lincoln, o homem que lutou pela união e evitou que a casa desabasse.

    
Veja todos os artigos | Voltar
 
 » Conheça o Terra em outros países Resolução mínima de 800x600 © Copyright 2007,Terra Networks, S.A Proibida sua reprodução total ou parcial
  Anuncie  | Assine | Central do Assinante | Clube Terra | Fale com o Terra | Aviso Legal | Política de Privacidade