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Benjamin Franklin, construtor de uma nova nação

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Benjamin Franklin
» O construtor de uma nova nação
» O relâmpago e o pára-raio
» A controvérsia imperialista
» Ofendido pelo advogado do rei
 
Para a Coroa Britânica não poderia haver súdito mais proveitoso do que Benjamin Franklin. Nascido em Boston em 17 de janeiro de 1706, capital da então colônia britânica da Nova Inglaterra, ele só trazia alegrias às autoridades locais e às metropolitanas. Franklin era um polímata. Sabia de tudo e de tudo entendia um pouco: das artimanhas da arte gráfica ao domínio dos raios.

Talvez pudesse ser considerado o primeiro filósofo iluminista e o primeiro cientista da América, senão o mais famosos deles. Pois foi justamente este cidadão exemplar, de inquestionável comportamento ilibado, transformado em sedicioso aos 70 anos de idade, quem emprestou seus inúmeros talentos para que seus conterrâneos, rebelados com armas na mão, pudessem se livrar do jugo britânico, constituindo-se a partir de 1776 no primeiro pais livre do Novo Mundo: os Estados Unidos da América.

Luz e Fogo

Benjamin Franklin (1706-1790)
O século XVIII, o Século das Luzes, também o foi do medo do fogo. Nada mais atormentava a pacata vida dos fazendeiros e lavradores daqueles tempos do que um incêndio no celeiro, na casa grande ou na choupana. A fonte da desgraça vinha quase sempre de uma vela não pagada, de um lampião caído por força do vento, ou de um raio.

Não era diferente nos grandes centros urbanos, onde quase tudo se erguia com pouca pedra e muita madeira. Londres ardera quase que por inteiro no tempo do rei Carlos II, em setembro de 1666, quando devastadoras labaredas se espalharam por todos os lados destruindo 13.200 casas, inúmeras igrejas e matou quase 18 mil habitantes.

A própria cidade de Filadélfia, capital da Pensilvânia, onde ele se estabelecera com casa tipográfica, teve sua parte sul destruída por um incêndio ocorrido em 1730, o que fez com que ele assumisse a responsabilidade de adotar políticas preventivas (Franklin é até hoje uma espécie de patriarca dos bombeiros americanos).

Daí entender-se a preocupação de muitos filósofos e cientistas daquela época em estudar a eletricidade. De algum modo tinham que por um fim naquele flagelo. Se forem impotentes em impedir os acidentes domésticos pelo menos podiam tentar conhecer os fenômenos da natureza que se manifestavam nos trovões e raios que desabam dos céus.

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