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Napoleão Bonaparte: destituído e preso

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Napoleão Bonaparte
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Tendo sido promovido pelos jacobinos decaídos - chegara a ser conhecido como "o favorito de Robespierre"-, Napoleão foi aprisionado. Destituíram-no do seu comando de artilheiro do Exército da Itália, pois o seu superior, o general Dumerbion, apesar de ter-lhe grande estima, não ousou contradizer a ordem que viera da Convenção de Paris. A detenção não durou muito. Duas semanas depois, em 24 de agosto de 1794, ele estava com a prisão relaxada, pois não havia encontro entre seus papéis, nada que o ligasse aos irmãos Robespierre, executados um mês antes. Em seguida, reintegraram-no no estado-maior do Exército da Itália.

Da Tentação Italiana à Demissão

Servindo em Nice, quase na fronteira da Itália, Bonaparte entregou-se então ao seu primeiro plano grandioso. Tentou por vários meios convencer seus superiores da possibilidades de comandar uma bem sucedida invasão da Itália, para afastar dali a presença dos sempre ameaçadores austríacos (naquela época o império austríaco controlava todo o Norte da Itália, da Lombardia ao Vêneto). Que lhe dessem 55 mil soldados que eles veriam o que ele faria! Mas não foi para isso que o chamaram a Paris. Na primavera de 1795, acompanhado pelos capitães Junot e Marmont (que mais tarde seria seus generais de confiança), ele apresentou-se à Convenção. Queriam que ele fosse dar combate aos chouans da Vendéia (a coligação de padres, nobres e camponeses da Bretanha que se insurgira em 1793 contra a república).

Um General Desempregado

Napoleão logo percebeu que o cheiro da pólvora de Toulon que ele trazia impregnado no seu uniforme e a aura de herói que o acompanhava, já havia se dissipado, e que ele não seria ouvido. Além disso, seu passado recente de jacobino só piorava as coisas. O convencional Aubry queria que ele assumisse um comando na infantaria. Napoleão recusou a oferta. Na verdade não era uma missão, era uma punição. Eis que num repente ele se encontrou novamente em desgraça, reduzido a metade do seu soldo. Demissionário, refugiou-se num hotel miserável, de três francos a semana, pagos provavelmente pelo pai do capitão Junot. As coisas na França revolucionária não eram porém a fazer desesperançar um talento como o dele. A política era volátil, em horas, em minutos, os ventos mudavam, sai-se do poder para o cadafalso, da prisão para o governo, num piscar de olhos. Encostaram-no então num departamento burocrático, o escritório topográfico, justamente para estudar a viabilidade de uma operação militar na Itália. Não demorou para que o vetassem. Supõe-se que essas idas e vindas que sua carreira passou naquela época reforçaram o seu sangue frio e sua determinação. Nada mais o surpreenderia na vida.

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