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A Idéia da Tolerância


reprodução

John Locke, advogado da tolerância

Exaustos por mais de século e meio de guerras e de querelas religiosas iniciadas a partir da reforma luterana e da contra-reforma que se lhe opôs, os pensadores e filósofos europeus da segunda metade do século XVII, tais como Spinoza e Locke, insistiram em encontrar uma alternativa ao fanatismo ainda imperante. Que doravante, insistiram eles, católicos e protestantes começassem a praticar a tolerância, pelo menos entre os seus, ao invés de envolverem-se em confusões sem fim contra quem consideravam cismáticos ou hereges.

A Difusão da Tolerância


gravura de Goya

As humilhações eram insuportáveis

A exposição dessas doutrinas que propunham a mútua compreensão e o entendimento entre os seguidores de Cristo abriram caminho para que no século seguinte - o Século das Luzes - ganhasse força a implantação do estado secular. O que permitiria a existência e convivência, debaixo do mesmo governo, da multiplicidade das igrejas e das fés. Neste caso o magistrado civil somente interviria para evitar que elas não se agredissem ou arrastassem seus seguidores, exaltados por sermões apoplécticos, pelos caminhos tortuosos da intolerância sediciosa e assassina. Pois, como assegurou John Locke num texto considerado clássico no assunto: "Não é a diversidade de opiniões (o que não pode ser evitado) mas a recusa de tolerância para com os que têm opinião diversa, o que se poderia admitir, que deu origem à maioria das disputas e guerras que se têm manifestado no mundo cristão por causa da religião."(Carta acerca da tolerância, 1689)

Um Cavaleiro Italiano na Holanda


Rembrandt

Os filhos de José, motivos judaicos em casas cristãs

Il Signore Roginante, um devoto apreciador da pintura flamenga, um italiano rico de Ferrara que fazia uma visita a Amsterdã do século XVIII, acompanhado do seu amigo Sacrito, dedicou-se um dia inteiro a sair para comprar uns quadros. Percorreu assim uma das ruas da cidade batava onde se encontravam as principais galerias de arte. Ficou espantado com o que presenciou. Não pelas belas telas que lhe mostravam nem pelos variados motivos que inspiravam os artistas, mas sim por encontrar atrás de cada balcão um mercador de religião diferente. Primeiro deparou-se com um da sua mesma fé, com um católico, mas em seguida topou com um sociano e depois com um judeu. Ao ter saído da última loja, esta de um anabatista, deu-se conta que naquela travessa não muito extensa encontrara quase todas as religiões conhecidas.





 
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