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Os Sonhos e o Doutor Freud

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   Sigmund Freud
Em 1900, foi lançado em alemão um livro revolucionário escrito por um desconhecido neurologista vienense chamado dr. Sigmund Freud. O impacto que a Interpretação dos Sonhos provocou não se fez sentir de imediato, mas suas implicações tiveram larga repercussão na formação do homem contemporâneo, e o doutor Freud passou a ser visto como uma das sumidades do nosso século.

As Duas Partes da Alma

"Percorro as regiões desviadas... que ninguém trilhou antes de mim (...) É bom ir às fonte virgens e beber (...) porque sobre um tema obscuro vou compondo luminosos versos, a tudo tocado com a graça das Musas."
Lucrécio - De natura rerum , IV, século I a.C.

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   Sócrates, causas    naturais dos    sonhos
O filósofo Sócrates conversando certa vez com Glauco atrás da definição do caráter do homem tirânico, entendido por ele como um desatinado, o sujeito que perde as estribeiras em razão da bebida ou do temperamento, observou que todos nós temos desejos e prazeres que "são contrários às leis", mas que a razão termina por dominá-los, fazendo com que eles acabem por desaparecer. Resulta isso da nossa alma conviver com uma parte "pacífica e sensata" e uma outra que lhe é oposta, aquela que é "bestial e selvagem, carregada de manjares e vinhos", que seguidamente se rebela visando a satisfação dos seus abomináveis apetites. Recomendava ele então, para evitar os dissabores de noites mal-dormidas, de pesadelos ou de súbitos despertares, que praticássemos uma purificação mental antes do sono a fim de apaziguar o nosso lado colérico.

As Causas Naturais dos Sonhos

Essa passagem de um dos diálogos de Platão (A República, Livro 9) talvez tenha sido uma das primeiras na cultura ocidental a expor as causas naturais, fisiológicas, por assim dizer, dos sonhos. Distantes, pois, das versões mitológicas comumente encontradas em Homero, que os entendia, os sonhos, como manifestações do sobrenatural, divino ou demoníaco, que se comunicavam com os homens durante o seu relaxar cotidiano noturno recorrendo a uma singularíssima linguagem. O vocabulário onírico porém só era apanágio de uns poucos iluminados, dos profetas, dos xamãs e das pitonisas. Platão, entretanto, depois dessa curta referência em que fez Sócrates manifestar-se sobre o papel dos sonhos, não explorou mais o assunto.

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