| Individualismo
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A chave da vida é a afirmação do individualismo. Seus personagens são dotados de traços indeléveis e fortemente marcados: Otelo pelo ciúme, Macbeth pela traição, Ofélia pela inocência, Iago pela inveja, Ricardo III pela maldade, Falstaff pela bonomia, Hamlet pela indecisão, Romeu pelo amor juvenil, Ricardo II pela inabilidade, Henrique V pela coragem, Calíban pelo ressentimento, Próspero pela magia, etc.. Na verdade faz "um teatro do indivíduo" que é inevitavelmente universal . A intensidade é tudo.
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| Destino
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O destino ou Deus é o drama da vontade individual. Não existe nada predeterminado. O Homem faz seu próprio destino e o seu roteiro é determinado pelos seus traços de caráter ( bondade, maldade, inveja, ciúme, etc..). Não há nenhuma outra força extraterrestre impulsionando alguém para a desgraça a não ser sua própria vontade . Esta é condicionada por uma série de elementos que estão fora do controle dele, mas que não lhe tira inteiramente a possibilidade de optar, de buscar alternativas
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| Representação social
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Shakespeare colocou um mundo inteiro nas suas peças. Rei e barões, nobre e gente do povo. Mulheres pérfidas como Lady Macbeth ou jovens amantes apaixonadas como Julieta. Gente sóbria e bêbados, falastrões e gente perigosamente silenciosa como Cássio, o que conspirou contra César. Pobres e ricos.
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| Superação
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Mesmo os impedimentos físicos ( como em Ricardo III) ou morais ( como em Hamlet) são passíveis de serem superados. Seus personagens procuram superar as deficiências pessoais. Via a humanidade como um criatura de divina inteligência atada a uma barriga que deve alimentar.
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| Humanitarismo
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A chave de toda sua construção épica é seu humanitarismo (não no sentido filantrópico)
As desgraças e as façanhas são todas de origem humana
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| Violência
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- os que vivem pela espada , morrem pela espada. Shakespeare mostra o delírio que acomete os tiranos, seus ataques paranóicos e sua brutalidade. Aqueles que ascendem ao poder usando os recursos da violência, são obrigados a ela se socorrer, até que tudo se volta contra ele mesmo (Ricardo III, Macbeth)
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| Multiperspectiva e conflito
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Seus personagens prestam-se à múltipla interpretação, como no caso mais extremado de Hamlet. Justamente a riqueza e a diversidade do caráter dos seus personagens, suas ambigüidades e indecisões tornam-se elementos ricos para todo os tipos de análise e todos os tipos de conclusões .Vê a natureza e a própria vida como um choque permanente de antagonismos: rei Lear/Edmundo, Hamlet/Cláudio; Otelo/Iago
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