Saramago e o Socialismo Feudal
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Saramago, prêmio Nobel em 1998
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José Saramago no seu último romance intitulado
A Caverna inspirou-se no mito platônico para criticar o desaparecimento do ofício de oleiro, uma arte cujas origens se perdem nos tempos, apontado o moderno processo industrial, tecnológico e comercial como nocivo às antigas profissões e viveres.
Uma Estranha Crítica
"Deste modo surgiu o socialismo feudalístico, metade canto lamentoso e metade pasquim, metade eco do passado e metade ameaça do futuro... sempre ridículo nos seus efeitos pela completa incapacidade de compreender o curso da história moderna."
Karl Marx - O Manifesto Comunista (III, 1, a.), 1848
Em suas andanças de exilado, desde que em dezembro de 1845 deixara a redação da Gazeta Renana, perseguido insistentemente pela polícia prussiana,
Karl Marx deparou-se em Paris, em Bruxelas, e depois em Londres, com uma literatura extremamente crítica aos tempos modernos e à expansão da urbanização em geral. Em comum, fossem os autores ingleses, franceses ou escoceses, havia a denúncia da desumanidade causada pelo surgimento da maldita fábrica e um lamento choroso deles sobre o declínio de amistosas relações sociais e de estimadas profissões, submergidas na voragem do maquinismo.
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