O Livro de Fausto
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O gabinete do doutor Fausto
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Inspirando-se num antigo personagem, um homem quase lendário, o doutor Fausto, Goethe criou um dos mais estranhos livros que a literatura moderna conheceu, misturando fantasias góticas com o primado da ciência. Segue-se uma narrativa dos seus primeiros capítulos do chamado o primeiro Fausto, escrito em 1808.
O Lamento do Doutor Fausto
Quereis sem freio ou visão estreita/ Provar de tudo sem medida."
Goethe - Fausto, 1ª parte, 1808
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O laboratório da alquimia
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Lá estava o doutor Fausto a lamentar-se. Devorara até então quase todos os livros possíveis, de medicina, de leis, de teologia. Seduziu-se inclusive pela magia para ver se ela lhe alcançava "o império espiritual". Um enorme vazio foi o que restou. Viu-se "um pobre simplório... sábio como dantes, sou!". Pessimista, disse não saber nada direito e que luz alguma podia dar aos homens. Debruçado na sua mesa de trabalho, acabrunhado, contemplava o luar para ver ser a beleza prateada lhe abria um canal, dava-lhe inspiração, um sinal, um atalho qualquer, para o almejado conhecimento. Assim lamuriava-se o personagem-chave da obra-prima de Goethe.
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