Heidegger e o ser-no-mundo
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Martin Heidegger (1889-1976)
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O filósofo alemão Martin Heidegger, falecido em 1976, foi um dos mais influentes pensadores do século XX. Abandonando a teologia, mergulhou nos gregos para tentar encontrar neles a substância que de alguma forma amparasse o homem contemporâneo num mundo desesperançado de Deus. Erguendo-se contra a tradição metafísica, voltou-se para o ser (ontologia), procurando encontrar um norte num cenário onde os valores da religião e da metafísica haviam sido abalados até as suas raízes.
O Cenário do Pensamento Alemão
Um dos acontecimento intelectuais mais significativos da Idade Contemporânea - visto que a Germânia desconheceu o Renascimento - foi o abrupto despertar do pensamento filosófico e cientifico alemão. Dando seus primeiros passos à época do Iluminismo e da Revolução Francesa de 1789, o Deutschesgeist, o espírito alemão, espantou o Ocidente por sua complexidade, diversidade, seriedade e profundidade. Nomes como Kant, Hegel, Marx e Nietzsche, traduzidos para a maioria dos idiomas importantes, nos dão uma idéia disso. Martin Heidegger irá constituir com eles (com exceção de Marx, a quem ele ignorou)
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Nietzsche e Kierkegaard, predecessores de Heidegger
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uma relação de diálogo crítico e de tentativa de superação que o conduziu à filosofia existencial. Esta ruptura com a ilustre tradição da metafísica alemã explica-se historicamente: em 1918, o II Reich alemão sucumbira frente a coligação de impérios e nações a que movera guerra por quatro anos. Desde então foi como se na Alemanha tivessem aberto a caixa de Pandora, permitindo que todo os fantasmas e demônios viessem à luz.
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O herói (gravura irônica de George Grosz)
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O Fim das Certezas
O rápido desabamento das instituições que davam sustentação a o regime guilhermino, corroídas pelo esforço bélico e pela revolução que se seguiu (em novembro de 1918 o Kaiser Guilherme II foi deposto, sucedido pela República de Weimar, uma coalizão de sociais-democratas e liberais), evidentemente abalaram as certezas que os grande sistemas filosóficos de Kant e de Hegel haviam incutido na gente culta da Alemanha imperial, abrindo caminho para que fosse desafiada por todos os lados.
A Cultura de Weimar
O período de 15 anos que transcorreu entre a revolução de novembro de 1918 até a ascensão de Hitler ao poder, em janeiro de 1933, é conhecido na história alemã como a época da Cultura de Weimar. Foi um momento muito especial no qual um clima derrotista e depressivo, resultante do desastre militar de 1918, misturou-se à extrema criatividade artística e intelectual daqueles anos bizarros. Berlim tornou-se a capital das vanguardas nos anos 20. Notáveis foram as contribuições
nas áreas das artes plásticas, da arquitetura, do cinema, do teatro, da literatura e da filosofia, abrigando Otto Dix, Grosz, Kandinsky, Nolte, Gropius, Lubitsch, Lang, Murnau e Pabst, Hauptmann, Brecht, Reinhardt, Piscator, os irmãos Mann, Husserl e Heidegger, identificados com as correntes do
Neue Sichklichkeit (a nova objetividade) do expressionismo, do dadaísmo, da Bauhaus, da fenomenologia e do existencialismo.
Heidegger e o ser-no-mundo |
O Cenário do Pensamento Alemão |
O Fim das Incertezas |
A Cultura de Weimar |
O Caleidoscópio Cultural |
O Menino de Messkirch |
Nasce uma estrela |
Existencialismo e Fenomenologia |
Linhas Abertas |
A Revolução Parda |
Um Mosteiro de Filósofos |
Uma Mente Labiríntica |
O Fim |
Cronologia |
Bibliografia
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