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O martírio de Giordano Bruno

A intolerância das Igrejas

A Igreja Católica por sua vez via-se atolada numa inerminável batalha de trincheiras contra a Igreja reformada. Não foi sem razão que fez da Companhia de Jesus, fundada e mantida em disciplina militar pelo soldado espanhol Inácio de Loyola em 1540, a sua espada. Era um exército de uniforme preto, voltado para ação, para o assalto às fortalezas da heresia.

O Alto Clero romano e a corporação sacerdotal em geral tornaram-se no decorrer do século 16 extremamente sensíveis, reagindo com brutalidade contra quem ousasse desafiar-lhes a autoridade ou duvidasse dos seus dogmas. A curiosidade, a bonomia e a tolerância com que muitos papas do passado trataram o ceticismo e a incredulidade de muitos homens sábios, desapareceu com a morte de Leão X.

Vivendo em tal clima de vida e morte, era natural que a Igreja Católica como a reformada exigissem de todos posições bem definidas, a favor ou contra elas. Quem se mostrasse ambíguo ou neutro, era visto como um inimigo a quem não se concederia nem perdão, nem quartel. Até o grande Erasmo de Roterdam, o maior homem de letras daquele século, que falecera em 1536, e que tentou o quanto pôde manter-se equidistante, equilibrando-se entre as duas fés hostis, sofreu a dolorosa experiência de ver-se velipendiado pelos dois lados.

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