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História - Cultura e Pensamento
CULTURA E PENSAMENTO

A liberdade antiga e a moderna

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Quem de certa forma melhor captou, enaltecendo-a, o sentido dessa nova liberdade, ainda em sua gênese, foi Benjamim Constant, um dos teóricos do liberalismo francês, quando a expôs em traços gerais no discurso que fez sobre a diferença da liberdade entre os antigos e os modernos, nos princípios do século XIX (La liberté entre les anciennes et les modernes, 1819). Para ele o tipo de liberdade defendida pelos jacobinos, que extrapolou durante o terror de 1793-4, resultara de um grave equívoco.
O ação política direta era impossível (cidadãos plantando a árvore da liberdade durante a revolução de 1789)

Os líderes revolucionários de 1789, inspirados em J.J.Rousseau, tinham apenas como referencial a ser seguido a liberdade dos habitantes das cidades-estados greco-romanas. Nelas praticava-se um civismo geralmente voluntário (raramente coercitivo), no qual os homens livres partilhavam as atividades públicas e o próprio poder, recorrendo às assembléias e comícios.

Segundo Benjamin Constant, os jacobinos, em especial Robespierre, erraram ao acreditar ser possível impor à moderna sociedade esse mesmo tipo de liberdade, digamos, ativista, exigindo a militância constante de todos nos assuntos públicos, na qual o cidadão que se negava a engajar-se era chamado de "morno" pelos revolucionários de 1789 (de idiotén, o idiota, entre os gregos, de alienus, um alienado, entre os romanos), o que muitas vezes podia significar uma sentença de morte para ele.

A liberdade moderna

B. Constant (1767-1830)
Para Constant a característica mais significativa da liberdade moderna era que os indivíduos almejavam ser deixados em paz, sendo-lhes indiferente em geral o chamado cívico à participação. Votar num representante qualquer já lhes parece um esforço exagerado (basta ver as resistências ao voto obrigatório). Usufruir da liberdade pessoal, bem como da independência financeira conquistada, sem qualquer tipo de constrangimento ou coação social, era a sua maior ambição.

Talvez fosse esse o sentido oculto da frase "que cada um cultive o seu jardim", com que Voltaire encerrou o seu Cândido, ou o otimismo, de 1759. O padrão comum aos cidadãos da era moderna é um ser omisso ou preguiçoso no tocante ao coletivo, porém ágil, ativíssimo, no exercício do seu interesse próprio. Politicamente ele é um solipsista. Hoje ele só consente em ser mobilizado em função das coisas do consumo, disparando para tanto atrás de ofertas ou acotovelando-se nas filas das liquidações

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