O Arranha-Céu
A Catedral da Modernidade
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Park Row e S.Paul, arranhas-céu de NY
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O século XX, século no qual a modernidade foi assumida na plenitude, entendida essa como uma época com estilo, valores e programas ideológicos próprios, inteiramente rompida com a tradição e modelos anteriores, tem como os seus símbolos mais expressivos o arranha-céu, a arte abstrata, o cinema, o automóvel, o avião, a psicanálise, a teoria da relatividade e o radicalismo ideológico, todos eles responsáveis pelas mais profundas transformações que a humanidade conheceu no último milênio. Todas essas novidades, surgidas ao redor de 1900, marcando definitivamente o século com sua presença.
Atingindo os céus
A ambição dos homens de tentarem por meio de uma monumental construção alcançar os céus remonta ao Gênese bíblico, quando os descendentes de Noé lançaram-se numa planície da Babilônia, decididos a erguer com pedras e tijolos uma fantástica torre que os possibilitasse tornarem-se íntimos de Deus. Na Idade Média, essa ousadia de erigir grandes prédios materializou-se na construção de uma série de estupendas catedrais, pirâmides da fé, construídas em Milão, em Colônia, em Reims, e
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A catedral de Colônia (Alemanha)
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até nas cidades do Novo Mundo. Cada uma delas tentou alongar ainda mais suas torres para receberem, antes das demais, assim pensavam seus construtores, as graças divinas. Pode-se entender a magnificência daquelas obras como uma projeção dos anseios coletivos da religiosidade dos povos daqueles tempos e também uma demonstração da exuberância técnica das corporações de ofício que colaboravam na construção daqueles colossos de pedra, tais como nos nossos dias essas mesmas forças, ideológicas e profissionais, mobilizam-se para empinar do nada um imenso arranha-céu.
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