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Críticos e Ensaístas da Cultura Ocidental - Jacques Barzun
A série de biografias de críticos e ensaístas da moderna cultura ocidental é uma relação eclética. Nela constam historiadores, críticos, ensaístas e escritores das mais diversas procedências (alemães, americanos, brasileiros, espanhóis, franceses, ingleses, italianos, latino-americanos, suíços) identificados com a crítica ,com a história da cultura e com a teoria das artes (arquitetura, pintura, escultura ou música). De um modo geral, podemos classificá-los, no trato como abordam as artes e a cultura, entre os que seguem a escola sociológica, os da escola estética/simbológica e, por fim, os da escola psicológica. Conheça um pouco mais sobre Jacques Barzun.
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Educador, crítico e historiador da cultura e da arte de origem franco-americana. Cauteloso para com a modernidade, desconfiado da sua representação estética, tornou-se um qualificado e erudito elemento da moderação no cenário cultural norte-americano. Apresentou ao público culto ou interessado, numa narrativa liberta dos jargões acadêmicos, um dos maiores painéis da cultura ocidental que se conhece. Livro esse que ele definiu como uma "aventura histórica" e não uma lamentação sobre a gradativa decadência das artes, como seu título poderia induzir ("Da decadência à queda").Num atrevido exercício de comparação, acreditou que a nossa época, a Idade Contemporânea, mesmo com a espantosa qualificação técnica e avanços extraordinários da ciência, é uma espécie de Período Helenístico, um momento de ocaso, de desperdício de energia e confusão moral. Tese que pode parecer sombria mas que ele conseguiu apresentá-la numa prosa cativante para seus milhares de leitores. Separou a historia da cultura ocidental em quatro momentos: o primeiro deles foi marcado pelo Protestantismo de Lutero e se estendeu à filosofia natural de Newton; o segundo começou na época de Luis XIV e a ascensão dos estados-nacionais prolongando-se até a Revolução francesa, tendo destaque o Iluminismo; o terceiro momento foi dominado pela Reação Romântica, desencadeada por Goethe e Wordsworth indo até às vésperas da Grande Guerra (1914-1918), e por último chega-se ao mundo contemporâneo, inaugurado pelo cubismo, época em que ele definiu como que "abraçando o absurdo". Nesta larga crônica de cinco séculos, constatou a gradativa separação entre o progresso material bem distante da cultura e as artes ocidentais. Obras: "Raça, um estudo de uma superstição moderna" (1937); "Marx, Darwin, Wagner: crítica de uma herança" (1941); "A Casa do Intelecto" (1959); "Clássico, Romântico e Moderno" (1961) "Uso e abuso da Arte" (1974); "Da queda à decadência: 500 anos de vida da cultura ocidental, de 1550 até o presente" (2000).
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