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História - Cultura e Pensamento
CULTURA E PENSAMENTO

O movimento das vanguardas artísticas: a marcha da insensatez

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O movimento das vanguardas artísticas:
» A marcha da insensatez
» Tudo pode ser vanguarda
 
Talvez nunca tenha ocorrido na história da arte ocidental um abismo tão grande como aquele que nos dias de hoje separa o movimento da arte moderna, dita de vanguarda, do grande público. O artista está de um lado, compondo coisas que ninguém entende, e os expectadores, perplexos, num outro, totalmente oposto.

Desde que os primeiros traços coloridos rudimentares foram esboçados dentro das cavernas pelos pintores do paleolítico, há milhares de anos atrás, até chegar-se aos finais do século XIX, bem poucas vezes foi preciso recorrer-se a demoradas e intelectualizadas operações de interpretação de uma obra de arte. Bastava vê-la para entendê-la.

Ainda que o artista lançasse mão de complicados recursos simbólicos e iconográficos, a imagem de uma mulher, era realmente uma mulher, a de um homem era de fato a de um homem, e por séculos, uma reprodução de uma árvore, era mesmo uma árvore. Nada mais disso existe hoje.

A crítica das vanguardas

Marcel Duchamp, artista ou charlatão?
Para colocar uma certa ordem na desordem e no desatino completo que parece ter tomado conta do mundo das artes plásticas contemporâneas, especialmente na última fase do século XX, Juan José Sebreli, seguramente o mais eminente intelectual e portentoso ensaísta argentino desde o desaparecimento de J.L. Borges, lançou um livro extremamente contundente aos propósitos estéticos da vanguarda dos nossos dias. ("Las aventuras de la vanguardia". Buenos Aires: Editora Sudamericana, 2002). Veja na próxima página, em ordem numerada, uma série de ponderações críticas feitas por ele tendo em vista o Movimento Vanguardista. Para Sebreli, como para George Steiner, não há, na prática, como distinguir um autêntico objeto de arte de algo feito por um charlatão.

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