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História - Cultura e Pensamento
CULTURA E PENSAMENTO

O ano de Albert Einstein

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» A atração pela inteligência humana
 
Cientistas de boa parte do mundo decidiram fazer do ano de 2005 o Ano da Física, em razão da passagem dos cem anos dos artigos seminais escritos pelo jovem, e totalmente desconhecido, Albert Einstein, em 1905. Os três textos que ele publicou na ocasião, lançando as bases da Teoria da Relatividade, consagraram-no como um dos maiores gênios do mundo moderno.

A atração pela astrologia

Albert Einstein, no Escritório de Patentes (Berna, 1905)

"A fábrica do mundo nos produz um silencioso assombro por sua imensa grandeza e pela beleza e variedade infinitas que por todas as partes resplandece dela (...) a inteligência, por sua parte, deixa-se arrastar por outra classe de beleza...".

I.Kant- Teoria do Céu, 1756.

Por milênios contemplar as magníficências do céu, estudar a posição dos astros, conhecer as manhas do Zodíaco, foi uma maneira, nas mais diversas e distantes culturas, de precaver os homens contra as armadilhas do destino. Uma conjunção astral qualquer, digamos de Júpiter com Saturno, acreditava-se, poderia arruinar uma fortuna, fazer perder uma batalha ou esvair um amor. Olhar para cima, para o céu, para a ordem estrelar, era tentar entender a linguagem dos deuses que, no dizer de Homero, lá dos altos, brincavam conosco como as crianças maltratavam as moscas. Durante este tempo todo, por séculos, a astrologia, a arte que buscava captar a influencia dos astros nos fados humanos, foi tida como a ciência rainha dos que se dedicavam a contemplar o cosmo.

Tycho Brahe, Galileu, Kepler, Gassendi, a nata dos cientistas do Renascimento, eram fascinados por ela (Kepler, por exemplo, um dos maiores sábios de todos os tempos, elaborava horóscopos de encomenda), mesmo Isaac Newton – pai da física moderna - confessou ao sobrinho John Conduitt, um pouco antes de falecer em 1726, que fora a leitura de um livro de astrologia e quiromancia de um tal de Saunders quem o empurrou para a investigação científica quando ainda estudava em Cambridge (todavia a paixão secreta dele, asseguram os Unpublished Papers, foi a alquimia e não a astrologia).

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