O Renascimento e os novos mundos
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Durante aproximadamente três séculos, do XIV ao XVII, os séculos do Renascimento, um conjunto impressionante de escritores, artistas, aventureiros, marinheiros, políticos, filósofos, cientistas e pensadores italianos, em geral homens de gênio, lançaram as bases do mundo moderno tal como o conhecemos hoje. As razões desse poderoso movimento ter-se iniciado na Itália, apesar da vasta bibliografia existente, ainda é controversa. É claro que o passado de grandeza da Roma Imperial, presente na forma de ruínas e na recordação do povo peninsular, sempre lembrou aos italianos sua ascendência ilustre. Como também foi importante para eles o contato quase que permanente com a cultura grega, que se prolongou mesmo nos tempos bizantinos, quando Roma havia se separado de Constantinopla. Por último, mas não menos importante, o magnífico passado dos italianos de nada lhe serviria se não houvesse naqueles séculos assinalados uma notável expansão mercantil e financeira das suas principais cidades , permitindo que a agitação econômica delas criasse um clima favorável à aventura e ao que veio a chamar-se de Renascimento.
Novos Mundos
A expressão Novos Mundos aqui não é utilizada apenas com referência à descoberta do continente Americano, mas sim, de uma forma mais ampla e generosa. Novos Mundos foram todos aqueles continentes, isto é novos espaços, descobertos por uma série de italianos eminentes que derramaram seu olhar e exerceram sua curiosidade sobre uma vasta gama de artes e ofícios de uma forma até não inigualada.
Dante Alighieri
Nas letras, este Novo Mundo foi aberto pela obra do poeta florentino Dante Alighieri que redigiu um verdadeiro monumento literário em versos: a “Divina Comédia”- de 1313 – 1321. Ao fazê-lo em italiano, de origem toscana, e não no latim como era comum então. Dante abriu caminho para as línguas nacionais começassem a predominar na literatura européia em geral. Depois dele praticamente todos os grandes escritores, fossem ou não italianos, resolveram escrever seus livros nos seus idiomas nacionais.
Os Médicis
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O Palácio dos Médicis em Florença
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Florentinos foram igualmente os Médicis, riquíssima família de banqueiros que graças aos seus negócios diversificados abriram as portas do capitalismo mercantil emergente. Financiando empreendimentos e estados, importando produtos dos mais variados locais e inaugurando filiais em várias cidades européias, os Médicis romperam com as atividades econômicas feudais, limitadas às práticas comunais, tornando-as amplas, cosmopolitas. Devido a atuação deles como grandes mecenas, amparando os artistas, conseguiram tornar Florença numa verdadeira Atenas da Itália, uma das cidades com mais obras- primas por metro quadrado no mundo inteiro.