O Renascimento e os novos mundos - Leonardo da Vinci
Coube a Leonardo da Vinci desvendar o continente da pintura para especulação científica. O Tratado della pintura, redigido por ele ao redor do ano de 1500, foi um verdadeiro manual de instrução para os artistas para que eles obedecessem as regras da observação, da perspectiva e da proporção na elaboração das obras de arte, fosse na pintura ou na escultura. O seu gênio estendeu-se para o projeto de uma máquina de voar, um submarino, um veículo autopropulsados e diversos planos urbanísticos.
Pico della Mirandola
A Pico della Mirandola, filósofo neoplatônico, devemos a abertura para a individualidade, auxiliando ao nascente individualismo as condições éticas e psicológicas para que eles conseguissem libertar-se das amarras familiares, herança arcaica do feudalismo, que ainda represavam o homem do Renascimento. Para ele não temos uma natureza fixa determinada por Deus, assegurou na sua Oratio de Hominis Dignitate, o Discurso sobre a dignidade humana, de 1487. Ao contrário, somos uma possibilidade aberta a várias alternativas, cabendo exclusivamente a nós como indivíduos, a nossa própria vontade, que norte dar a nós mesmo e ao nosso caminho. Deus não nos deu o destino, mas sim liberdade para forjar um.
Colombo, Caboto, Vespucci
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O desembarque no Novo Mundo
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Aos descobridores, aos grandes marinheiros italianos Cristóforo Colombo, Giovanni Caboto e Américo Vespucci – e sua viagem transatlântica realizadas entre 1492-1504, devemos o Novo Mundo como comumente é entendido. O novo continente, até então desconhecido, que neste último cinco século serviu de refúgio a abrigo seguro para a gente de todos os cantos da terra que para cá vieram em busca de paz e prosperidade, fugindo da servidão e do despotismo das estruturas arcaicas que ainda dominaram a Europa de então.
Maquiavel
Ao tratadista e historiador florentino Niccolo Machiavelli devemos o vislumbre de um outro continente - o da política como uma força independente das convenções morais comuns. Viu-a como algo autônomo, uma força sujeita às regras e normas próprias, dominada por razões que não as determinadas pela vontade moral dos indivíduos. Por mais chocante que “ II Príncipe”, escrito em 1512, mas somente editado em 1521, possa parecer não ninguém retira o mérito de Maquiavel ter descortinado ao público a existência do frio e calculista universo do poder, coisa que ele tão bem conhecera atuando como secretário diplomático da republica de Florença..