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Estados Unidos
Império sem Rumo


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Para onde voa a águia?

Um historiador da política, o professor John Lewis Gaddis, da Universidade de Yale, um crítico das ações externas do governo Clinton (1991-2000), considera que os Estados Unidos de hoje parecem uma águia imperial sem rumo, agindo por impulsos, sem elaborar um quadro estratégico claro, sem que apresente aos demais parceiros uma situação mutuamente vantajosa.

Tipos de Império

Ao longo da história muitos impérios surgiram e desapareceram, mas eles, obviamente, não eram iguais em organização e propósito. Pode-se distinguir três formas, digamos, clássicas de comportamento imperial:


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Romanos executando germanos

1 - a mais comum de poder é aquela que um império exerce diretamente sobre seus dominados, administrando ou extraindo tributos de forma direta das suas províncias, tal como por exemplo foi o sistema romano (com seus governadores e pró-cônsules) ou o persa (com os seus sátrapas).

2 - uma forma mais articulada e mais moderna de organização imperial era a que equilibrava o controle formal, vertical, com a oblíqua, a dos governos indiretos - preferida pelo Império Britânico - em cuja seara encontram-se situações de dominação diversa, desde a direta, como deu-se na maioria das colônias africanas controladas pelos britânicos, com estruturas complexas como a do vice-reino da Índia (um equilíbrio entre os agentes imperais e os marajás) e com o chamado indirect rule

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Cartaz patriótico britânico

(o governo indireto, exercido por colaboracionistas de confiança), como viu-se no Oriente Médio com a criação de monarquias árabes. Além de uma intricada teia de outros tipos de controle informal (como o exercido pelos britânicos sobre a América Latina até 1930 ou 1945).


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A águia imperial vigia o escudo

3 - o terceiro modelo de império, segundo Gaddis, dá-se por "inspiração", pela sua maneira de ser, pelo exemplo e pela funcionalidade da sua cultura, imitada pelos outros. Este tipo de império, segundo ele, seria o dos Estados Unidos, que soube pelo menos até recentemente articular a força com a persuasão, para que os valores norte-americanos (a democracia e o capitalismo) se espalhassem pelo mundo sem necessariamente serem impostos.

A Globalização de Wilson


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W. Wilson, a missão do império

Coube ao presidente Wilson, após a I Guerra Mundial, internacionalizar em definitivo os valores norte-americanos, acreditando que a participação dos Estados Unidos no conflito, após 1917, só se justificava para assegurar os valores da democracia. Ocorreu que ele não conseguiu demover as principais potências imperiais de então, convertendo-as para a sua causa. Não só os europeus retomaram suas bandeiras colonialistas, dividindo as partes dos vencidos entre si, desconsiderando totalmente os anseios de independência dos povos antes submetidos, como até em sua própria casa o presidente Wilson viu seu ideal de uma Sociedade das Nações, servindo de árbitro permanente entre interesses discordantes, rejeitada pelo congresso norte-americano dominado pelo Partido Republicano.

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