Introdução | A Era das Reformas: a glasnost e a perestroika | Síntese das transformações no Leste Europeu | A Glasnost | As Razões Externas | A perestroika | O desabamento da URSS | A Crise Econômica | Paralisia econômica e desastre social | Conclusões | Resumo da história da URSS | Bibliografia
Rússia: do fim do Comunismo a crise atual
A perestroika
A abertura política que resultara da adoção da glasnost - da transparência - por si só não bastava. Era necessário retirar a economia soviética do marasmo, herdado do longo governo de Brejnev (1964-1982). Reformas urgentes deviam complementá-la. Maior autonomia foi dada às direções e às administrações das fábricas e minas e demais empresas que, dali em diante, foram estimuladas a executar seus planos de produção independentes da gerência central. A intenção era esvaziar o todo-poderoso Ministério do Planejamento (o Gosplan) responsável pela elaboração e execução dos Planos Qüinqüenais, descentralizando a política administrativa.
A ênfase dos gastos da perestroika - a restruturação - recairia sobre os bens de consumo e a informática. Para tal elaborou-se o Plano de 500 dias que previa a formação de uma economia mista, estatal-privada, em 4 estágios. Era preciso transferir os recursos da insaciável industria bélica e da KGB, que absorvia quase a totalidade do orçamento da república, para outros setores que contemplassem o bem-estar do cidadão comum (habitação, saneamento, transporte, etc..), além dos acima citados.
Gorbachev manifestou, num célebre discurso, sua estranheza pela contradição inerente à economia soviética: ela era capaz de desenvolver técnicas que permitira a um satélite fotografar o lado obscuro do planeta Marte e, no entanto, incompetente em produzir um bem de consumo durável e de qualidade. Nenhum aparelho doméstico russo merecia a confiança dos consumidores.
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