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A Revolução da Biogenética


Watson e Crick que descobriram a "espiral da vida"

O Homem Neuronal

"Se não és capaz de encontrar um micróbio que faça o trabalho para ti, cria-o!" - J.B.S. Haldane, 1929

Levando às últimas conseqüências as teorias anteriores, mais recentemente, um grupo de biólogos e intelectuais liderados por Jacques Monod, François Jacob e Jean-Pierre Chargeux, concluíram que a vida nada mais é do que o resultado de Mecanismo Biofísicos, sendo o homem uma Máquina Neuronal (título do livro de Chargeux). Esta tese é resultado das descobertas sensacionais feitas pela biologia e pela engenharia genética a partir dos anos de 1950, quando Watson e Crick descobriram a "espiral da vida", o DNA (Ácido desoxirribonucléico), em 1953, seguida da dos cromossomos humanos, do diagnóstico pré-natal, da elaboração do primeiro gene artificial, da primeira criança nascida in vitro, e das possibilidades da clonagem.

Abrem-se hoje para a Genética possibilidades consideradas inimagináveis há bem pouco tempo atrás, graças aos progressos da engenharia genética que nos permite prever descobertas e experiências ainda mais sensacionais, das quais a clonagem de uma ovelha, feita no Instituto Roslin de Edimburgo, pelo pesquisador Ian Wilmut, em 1997, foi apenas o início. Com a decodificação do genoma humano (conjunto de genes que formam o ser humano, o código genético que encontra-se no DNA), anunciada simultaneamente por pesquisadores norte-americanos, franceses, ingleses e japoneses (Francis Collins, Craig Venter, Jean Wesseinbach, John Suston, Michel Morgan, Yoshiyuki Sakai e Nobuyoshi Shimizu), num total de 18 países, concluiu-se a primeira etapa do Projeto Genoma Humano cujo objetivo era a decifração das maravilhosas páginas do "livro da vida" que poderão doravante ser lidas e interpretadas, livrando, possivelmente, a humanidade das suas heranças genéticas negativas (propensão à doenças, deformações hereditárias, etc..). Libertadas delas, as gerações futuras poderão vir a achar normalíssimo viver até cem anos ou mais.

Síntese das Correntes e Teorias

Cartesianismo
R. Descartes: "Tratado do Homem" (Le Traité de L'Homme), 1662
Tese do Homem-Máquina, preserva no entanto a separação do corpo (autômato) e do espirito (alma)

Antropologia Materialista
La Mattrie - "O Homem-Máquina" (L'Homme-Machine), 1747
Integração do corpo e do espírito, homem vive das sensações
Ética: vive-se para o gozo e o prazer

Utilitarismo
J. Bentham "Introdução aos Princípios Morais e Legislação", (Introduction to the Principles of Morals and Legislation), 1798
Ética: O "Bom" é o útil e "mau" é o inútil
Objetivo: "a maior felicidade para o maior número possível"

Positivismo
Comte: "Discurso Sobre o Espírito Positivo" (Discours sur L'Esprit Positif), 1844
A teoria dos 3 estágios (O teológico, o metafísico e o científico). Anúncio da Era Científica ou Positiva

Darwinismo
C. Darwin: "A Origem das Espécies" (On the Origin of Species), 1859
Explicação naturalista da origem humana por meio da seleção natural e da sobrevivência do mais apto

O Homem Neuronal
J. Monod " Acaso e Necessidade" (Le Hasard et la Necessité), 1970
F. Jacob "A Lógica Vivente" (La Logique Vivante), 1970
J-P. Chargeux "O Homem Neuronal" (L'Homme Neuronal), 1983
A vida como resultado de mecanismos biofísicos
Homem é uma máquina neuronal


O DNA, a espiral da vida

A bioética

O termo bioética é recente. Surgiu em 1970 num artigo escrito por Van Rensselar Potter, com o título "The Science of Survival" e, no ano seguinte, em 1971, no livro "Bioethics: Bridge to The Future" onde pregou a necessidade de se estabelecer uma ponte entre o saber científico e o saber humanístico. Ela tem por objetivo associar a biologia à ética, por meio de uma prática interdisciplinar, onde esperam os médicos, homens de ciência, advogados, juristas, religiosos, atuem em comum para estabelecer um conjunto de normas aceitável para todos.

Qual a razão da emergência da bioética?

Ocorre que nos últimos anos a medicina, a biologia e a engenharia genética alcançaram extraordinários avanços: multiplicaram-se os transplantes, experiências bem sucedidas com animais se multiplicaram, inseminações artificiais se tornaram corriqueiras, bem como nascimentos humanos fora do corpo humano (fertilização in vitro). Igualmente pela crescente legislação, adotada por vários, países, que permite o aborto e, em menor escala, a eutanásia. Ela tem procurado orientar não só os cientistas dedicados a experiências genéticas como também a opinião pública e os legisladores em geral. Aos cientistas alerta-os para os limites da sua investigação, à opinião pública para esclarecê-la e aos legisladores para que façam as leis seguindo princípios éticos aceitáveis.

Diferentes momentos da Bioética

a) Bioética geral: ocupa-se das funções éticas, é o discurso sobre os valores e os princípios originários da ética médica e sobre fontes documentais da bioética

b) Bioética especial: analisa os grandes problemas enfrentando-os sempre sob o perfil geral, tanto no terreno médico quanto no biológico (engenharia genética, aborto, eutanásia, experiência clínica, etc...). São as grandes temáticas da bioética.

c) Bioética clínica (o de decisão): trata da praxis médica e do caso clínico, quais são os valore em jogo e quais os caminhos corretos de conduta.

Leia mais:
DA ENGENHARIA SOCIAL À GENÉTICA
CLONAGEM: FABRICANDO O HOMEM

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