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Irlanda
Católicos e Protestantes

Irlanda do Norte: a retomada do conflito

Os protestantes do Ulster sempre foram contra a autonomia e hostis à República irlandesa. Temiam que, integrados ao resto da ilha, terminassem nas mãos de uma maioria católica vingativa. Num primeiro momento, em 1913, organizaram-se como os Voluntários do Ulster (mobilizados contra os irlandeses católicos) que somados ao Partido Unionista formavam a frente anti-católica. Com a secessão de 1921 passaram ao controle absoluto da vida politica, econômica e social da Irlanda do Norte. Ao longo destes 70 anos a provincia destacou-se pelo seu crescimento fabril, especialmente durante a 2º Guerra Mundial (1939-45), quando a Inglaterra, por motivos estratégicos fomentou uma série de indústrias, entre elas a dos estaleiros navais. Enquanto a Irlanda, magra de capitais, ainda continuava agrícola, a Irlanda do Norte passou a atrair mão de obra de trabalhadores católicos.

Para exclui-los da cidadania os protestantes unionistas criaram uma série de artifícios eleitorais que os discriminavam. Eles, os católicos do Ulster, tornaram-se os “turcos” da Irlanda do Norte. Enquanto ainda eram minoritários eles não se sentiam fortes o bastante para encaminhar ou lutar por reivindicações, mas o crescimento da sua presença na economia da Irlanda do Norte alterou sua comportamento. Por volta de 1960 eles atingiram a 35% da população da região.

Nos anos 60, estimulados pelo Movimento pelos Direitos Civis liderados nos E.U.A. por Martin Luther King, uma série de organizações católicas, aliadas a antigos simpatizantes do IRA, decidiram-se mobilizar-se. Resolveram abandonar a passividade anterior. Os católicos achavam que a sua situação na Irlanda do Norte não diferia muito da discriminação que os negros sofriam na América. Em 1965 fundaram a NICRA (North Ireland Civil Reigths Association) reivindicando o fim das leis eleitorais excludentes, a liberação das moradias (os católicos não podiam alugar casas em certas regiões ou bairros), e a eliminação das forças repressivas especiais, os violentos B-Specials, uma policia de choque do governo protestante.


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